O Focus do Banco Central atualizou as expectativas para inflação, juros e atividade econômica. O IPCA deste ano subiu de 5,3% para 5,33%, pressionando o custo de vida mesmo após o acordo de fim da guerra no Oriente Médio. As projeções para 2027 a 2029 também foram revistas, sinalizando um cenário de inflação ainda superior à meta e juros em trajetória de ajuste gradual.
A meta de inflação, estabelecida pelo CMN, é de 3% com tolerância de 1,5 ponto (intervalo de 1,5% a 4,5%). Em maio, os preços dos alimentos ajudaram a inflação a fechar o mês em 0,58%, e o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, já fora do teto da meta.
Para alcançar esse objetivo, o Banco Central usa a Selic, hoje em 14,25% ao ano. Na última reunião, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, mesmo com tensões geopolíticas que sustentam os preços de combustíveis e alimentos. Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano — o mais alto nível em quase 20 anos — e o comitê ressaltou que o tamanho do ajuste dependerá dos próximos dados para assegurar que a inflação retorne à meta.
No Focus desta semana, os analistas elevam as projeções para a Selic até o fim de 2026, para 14% ao ano, com quedas subsequentes para 12% em 2027, 10,25% em 2028 e 10% em 2029. Em relação ao Produto Interno Bruto, o mercado passou a estimar 1,98% para 2026, 1,7% para 2027 e 2,0% para 2028 e 2029. O dinamismo da economia brasileira em 2025 ficou em 2,3%, com avanço também na agropecuária, e a projeção do câmbio aponta dólar a R$5,20 no fim de 2026 e R$5,27 no fim de 2027.
Diante desse cenário de inflação ainda persistente, juros em queda gradual e câmbio relativamente estável, como você enxerga o caminho da economia brasileira nos próximos meses? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.
