O STF decidirá o destino do ex-presidente Bolsonaro sobre o retorno à prisão, já que a prisão domiciliar vence em 25/6. Em meio a essa definição, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma pistola registrada em nome de Bolsonaro, encontrada com um soldado ligado ao GSI durante uma blitz no DF.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após alta hospitalar no Hospital DF Star, onde tratou uma broncopneumonia. O período de 90 dias foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes e pode ser reavaliado à luz de novas informações médicas apresentadas à Justiça.
Poucos dias antes de terminar o prazo, a situação ganhou novo contorno com a pistola registrada em nome de Bolsonaro, apreendida com o soldado do Exército que integra o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O policial informou que a arma pertencia ao ex-presidente e que foi entregue à verificação de uma suposta falha mecânica, com a devolução prevista para o dia seguinte. A PCDF pediu autorização ao STF para ouvir Bolsonaro por videoconferência.
A defesa sustenta que a pistola não estaria em condições de uso porque o percussion cap teria sido retirado pela equipe de segurança sem o conhecimento de Bolsonaro. Os advogados afirmam que a medida ocorreu por receio dos efeitos de medicamentos psiquiátricos que ele utiliza.
Bolsonaro já foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e esteve recolhido no presídio da Papuda antes da transferência para a prisão domiciliar. O desfecho da análise no STF pode depender de novos laudos médicos e, se necessário, de uma perícia que avalie o estado de saúde do ex-presidente.
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