Após “carteirada”, sobrinho de Wellington Luiz relata agressão à PCDF

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Um episódio no Bar Responsa, na Asa Sul (DF), envolvendo cobrança de um chopp desencadeou uma confusão que terminou com a prisão de Davi Moraes da Silva, 32 anos, sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do DF, Wellington Luiz (MDB). Segundo a PCDF, ele afirmou ter sido agredido por um sargento da PMDF após questionar a conta, que ficou em R$ 185,45.

Reprodução/Redes sociais
Após “carteirada”, sobrinho de Wellington Luiz relata agressão à PCDF

De acordo com o depoimento à PCDF, ao identificar a cobrança indevida, Davi questionou o valor e pediu para rever a fatura. Funcionários do bar acionaram o gerente, que informou que a cobrança seria mantida.

“O gerente respondeu que chamaria a PM que costuma frequentar o local com quem ele possui amizade pessoal e iria ligar diretamente para o telefone celular do sargento”, descreve o documento.

Pouco depois, o sargento chegou ao estabelecimento e determinou que ele efetuas­se o pagamento integral da conta, mesmo após a contestação. Davi tentou ver as imagens das câmeras de segurança para comprovar a cobrança indevida, mas o pedido foi negado.

O pagamento, feito às 20h52, consolidou a cobrança. Segundo o depoimento, a situação só se agravou após o ato de pagamento: o policial perguntou para onde ele iria, e, ao ser informado que a informação não lhe dizia respeito, o declarante afirmou ter o direito de ir e vir.

“O sargento se sentiu ofendido e desferiu uma banda no declarante, um soco nas costas, tendo lhe algemado e o colocado na viatura, perguntando quem ele era para responder daquela forma ao militar”, descreve o boletim.

Davi acrescentou ter informado à polícia ser advogado e ter familiares na área da segurança pública. Após a abordagem, ele foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, com pedido de remoção das algemas e encaminhamento ao Instituto Médico-Legal (IML).

Entenda o caso: segundo a PMDF, Davi apresentava sinais de embriaguez e teria ameaçado o gerente do bar, apesar das tentativas de encerrar o conflito. A corporação informou que, mesmo após orientações para encerrar a confusão, ele manteve comportamento agressivo e intimidatório, chegando a dizer ser sobrinho de autoridades e que a promoção de um policial “não iria sair”.

Davi publicou um áudio nas redes sociais pedindo desculpas pelas falas proferidas durante a abordagem, classificando-as como infelizes e destacando que não buscava qualquer vantagem por conhecer autoridades.

E você, o que pensa sobre o ocorrido? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você encararia uma situação parecida envolvendo cobrança, respeito e atuação policial.

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