A deputada Erika Hilton critica de forma veemente a forma como o PSOL distribui o dinheiro do fundo eleitoral, apontando descumprimento de acordos internos e desigualdade na repartição de recursos entre ela e Manuela D’Ávila, enquanto a sigla disputa o controle financeiro para as próximas eleições.
A manifestação foi feita nesta terça-feira (23) em postagens nas redes, onde Hilton afirmou estar “simplesmente chocada e decepcionada” com a condução nacional do partido, que, na sua avaliação, investe menos nela do que na ex-deputada Manuela D’Ávila, que se filiou ao PSOL no ano passado e disputará o Senado pelo Rio Grande do Sul.
“Pra mim, vocês sabem, a política real se faz nas ruas, nas redes, com transparência, papo reto e propósito. Não se faz escondendo os problemas debaixo do tapete ou com tentativas de sabotagem”, destacou Hilton em tom firme, defendendo ações mais abertas e diretas.
Além disso, a deputada paulista, que se apresenta como mulher negra e travesti no maior estado do país, disse precisar de logística robusta e segurança reforçada. Ela também citou o privilégio que estaria sendo dado à candidatura do presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, sugerindo um viés de favorecimento institucional.
Segundo Hilton, Juliano Medeiros, em sua primeira candidatura, receberia a mesma prioridade de Manuela D’Ávila, que chegou ao partido recentemente e tem projeção de obter mais de um segundo favorecimento financeiro. “A prioridade não deveria ser de quem já chega com uma trilha pronta, mas de quem está na linha de frente” — desabafou a deputada, destacando a sensação de uma “inteligência política distante” das necessidades reais do interior da legenda.
A disputa interna no PSOL envolve o controle do Fundo Eleitoral de Financiamento de Campanha (FEFC). A Justiça Eleitoral aponta que a Federação PSOL-Rede deve receber um total de R$ 162,5 milhões do FEFC, o que intensifica a pressão por transparência e por acordos que beneficiem quem atua de base, longe dos grandes nomes da direção.
Hilton rebateu a ideia de que não haja espaço para candidaturas emergentes, dizendo que “ninguém quer tirar o básico” ou negar a importância de quem está em suas primeiras campanhas. Ela ressaltou que não aceita “falta de transparência” e acusou a direção de tentar sufocar quem tem força popular para manter o partido vivo e competitivo, especialmente na preparação para 2027.
E você, o que pensa sobre essa disputa interna e a distribuição de recursos no PSOL? Acredita que as regras devem favorecer a renovação ou a experiência? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa.
