Lula se reunirá nesta semana com Jaques Wagner, líder do governo no Senado, para tratar da possível saída dele do cargo e conter o impacto da crise envolvendo o caso Master. O Planalto já aponta Teresa Leitão, hoje líder do PT no Senado, como candidata a substituir Wagner, enquanto o partido considera outras opções para não atrasar a agenda do governo e evitar desgaste político.
A aposta do Palácio é que Wagner peça para deixar a liderança, evitando que a crise contamine a pecha da administração e a campanha de Lula à reeleição. Dentre as alternativas em avaliação, o PT mira nomes como Camilo Santana (CE) e Rogério Carvalho (SE), que teriam diferentes vantagens políticas e estratégicas para o Senado e para a base aliada.
Entre as pautas consideradas prioritárias pelo governo, a saída de Wagner poderia acelerar a tramitação de propostas como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6×1 e o projeto Redata, que regulamenta o compartilhamento de dados entre órgãos públicos. A ideia é manter o ritmo de votação sem que a liderança atual se torne entrave diante de eventuais críticas.
A operação da PF, conhecida como Compliance Zero, envolve suspeitas ligadas ao Banco Master e mira possíveis favores legislativos em troca de vantagens. Segundo as investigações, haveria transferência de um apartamento de R$ 2,5 milhões, uso de aeronaves privadas, ingressos para shows e repasses que somariam milhões. Wagner nega envolvimento e afirma não ser réu ou denunciado em qualquer processo relacionado aos fatos.
A entrevista de Wagner à BandNews, logo após a deflagração da operação, causou desconforto no governo. Ele confirmou um telefonema de Lula e reiterou a pré-candidatura ao Senado em 2026, defendendo que não deixaria a liderança. Gestores próximos destacam que, apesar de a fala ter sido recebida com cautela, o tema envolve a relação de mais de 40 anos com o presidente e a possibilidade de se afastar para não alimentar interpretações de perseguição política.
Galeria de imagens







Caso Wagner leaving a liderança avance, a expectativa é que o novo líder acelere a tramitação de pautas consideradas prioritárias pelo governo, mantendo a agenda sem grandes interrupções, mesmo diante de tensões internas e da avaliação de nomes para a substituição.
E você, como vê a possibilidade de troca na liderança do governo no Senado? Acredita que a mudança ajudaria ou atrapalharia a votação de propostas importantes? Deixe sua opinião nos comentários.
Observação final: o cenário continua em construção, com o tempo de recesso se aproximando e a pauta da base governista sob pressão para manter o ritmo de aprovação. A conversa entre Lula e Wagner deve esclarecer se haverá mesmo uma transição ou apenas ajustes na liderança.
