CNI diz que tarifas dos EUA ameaçam exportações brasileiras

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Resumo: os EUA confirmaram uma tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras, após investigação pela Seção 301 do USTR. A medida pode frear as exportações do Brasil e reduzir a competitividade do setor, especialmente porque 20 dos 27 estados já registraram queda nas vendas ao mercado norte-americano neste semestre.

FIEB
Empresário Ricardo Alban

A medida vem acompanhada de críticas de que o Brasil, já sob pressão, pode encontrar ainda mais dificuldades para competir no principal destino de suas cargas de alto valor agregado. O recuo acumulado para as exportações brasileiras ao mercado norte-americano já aponta para uma tendência negativa desde 2025, estimada pela CNI em cerca de 13% (aproximadamente US$ 2,6 bilhões).

Ricardo Alban, presidente da CNI, comentou que é essencial reverter esse cenário e retomar a relação estável entre Brasil e EUA, para não colocar em risco investimentos e empregos no país. A entidade ressalta a importância de manter uma pauta construtiva com o principal parceiro comercial.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também lamentou a decisão, afirmando que a medida é particularmente prejudicial por ser unilateral e reduzir a competitividade brasileira diante de concorrentes globais. O presidente Paulo Skaf destacou que o mercado americano continua sendo o destino principal de produtos brasileiros de alto valor agregado.

Segundo o governo de Donald Trump, a tarifa adicional de 25% sobre as importações brasileiras resulta de uma investigação da Office of the USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão sustenta que o Brasil adota práticas desleais, discriminatórias e irrazoáveis, criando barreiras ao comércio e prejudicando empresas norte-americanas. A tarifa é apresentada como instrumento de pressão política e econômica para incentivar mudanças nas políticas questionadas.

Diante desse cenário, as relações comerciais entre Brasil e EUA ganham contornos de tensão, exigindo respostas estratégicas das empresas e do governo para manter a competitividade no mercado externo. Quero saber: como você acha que o Brasil deve agir para enfrentar esse novo capítulo nas relações com os EUA? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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