O Irã negou qualquer acordo para inspeções da AIEA em suas instalações nucleares, enquanto os EUA tratam do tema com Donald Trump em seu segundo mandato e pressões sobre sanções e comércio de petróleo seguem em curso.
Nesta terça-feira (23/6), Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que não houve reunião com o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, nem qualquer plano para inspeções de instalações nucleares danificadas. O Iran permanece sob o argumento de que seu programa nuclear é civil e que o país atua dentro do Tratado de Não Proliferação (TNP).
Enquanto isso, a versão de Washington ganhou destaque com o presidente dos EUA, Donald Trump, que usou as redes sociais para afirmar que o Irã concordou, por um longo período, com inspeções nucleares de alto nível. “Se não concordassem com isso, não haveria mais negociações”, escreveu o chefe de Estado, em meio a um cenário de intensa negociação sobre o tema.
No dia 22/6, o vice-presidente de Trump, JD Vance, disse, após negociações com representantes iranianos na Suíça, que as autoridades iranianas teriam aceitado que a AIEA realize inspeções no Irã. A declaração elevou as expectativas em meio aos?imos entre Washington e Teerã sobre o futuro do programa nuclear.
O Irã mantém que o programa é estritamente civil e ressalta sua filiação ao TNP, mas aponta que, desde 2025, não permite mais inspeções da AIEA após ataques de EUA e Israel a instalações iranianas. A afirmação ocorre em meio a discussões sobre sanções e o andamento de acordos que envolvem o controle internacional de seu possível programa nuclear.
Sobre sanções e ativos, Baghaei comentou a suspensão de medidas americanas, dizendo que os EUA precisam suspender sanções primárias, secundárias, além das do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA, para avançar. O Tesouro americano divulgou uma licença de 60 dias para facilitar o comércio de petróleo iraniano. Trump, por sua vez, disse que os recursos liberados seriam depositados em uma conta controlada pelos EUA e usados exclusivamente para comprar produtos americanos, incluindo alimentos e suprimentos médicos, como milho, trigo e soja.
O tema das inspeções continua no centro das controvérsias entre EUA e Irã, com implicações para a estratégia de sanções, o fluxo de petróleo e o equilíbrio regional. A divulgação de posições contraditórias reforça a expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias, antes de qualquer acordo definitivo sobre as inspeções da AIEA e o ritmo da liberalização de sanções.
E você, qual o seu palpite para o futuro das inspeções da AIEA e das sanções entre Irã e EUA? Deixe sua opinião nos comentários abaixo. Sua leitura ajuda a entender os caminhos possíveis nessa pauta estratégica de segurança global.
Porta-voz da chancelaria do Irã disse que o país não tem “qualquer plano para que a AIEA inspecione instalações nucleares”




