São Roque investiu R$ 98 milhões de aposentados no Banco Master e autorizou empréstimos de servidores em banco ligado a Edir Macedo

Em São Roque, interior de São Paulo, a prefeitura destina 98 milhões de reais da previdência municipal ao Banco Master e, um ano depois, autorizou empréstimos consignados para servidores, inclusive aposentados, por meio do Banco Digimais, instituição associada ao líder Edir Macedo e alvo de investigação da Polícia Federal.
Na terça-feira, a Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao Banco Digimais. A operação mira supostos desvios envolvendo balanços e registros regulatórios. O líder Edir Macedo não é alvo direto, por não residir no Brasil, mas teve o sigilo bancário quebrado e bens bloqueados pela Justiça.
O crédito consignado aos trabalhadores municipais foi autorizado em outubro de 2025, quando já eram públicas as dificuldades do banco da igreja. O contrato de empréstimo tem validade de um ano e utiliza desconto direto na folha de pagamento, o que costuma reduzir juros e manter liquidez ao banco durante crises.
O deputado Paulo Fiorilo (PT-SP) aponta um eixo comum entre cidades: endividamento de servidores e uso de recursos públicos via instituições financeiras interligadas. Ele cita contratos de consignados do Digimais em São José do Rio Preto, Tambaú e São Sebastião, no interior e litoral de SP, como exemplos dessa prática.
A Polícia Militar de São Paulo também passou a permitir consignados pelo Digimais, ampliando a clientela para mais de 80 mil policiais. A crise do banco ficou evidente desde a pandemia, com inadimplência e deterioração do patrimônio, levando aportes do próprio Edir Macedo para evitar a quebra, conforme documentação técnica de 2024 e 2025.
Como esses movimentos afetam a gestão de recursos públicos e a vida financeira do servidor? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a entendermos os impactos dessas operações.
