Funcionário do BRB é investigado por fraude em consórcios

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Operação Falsa Promessa II da Polícia Civil do DF mira um funcionário do BRB e um esquema de consórcios falsos envolvendo oito empresas de fachada, ao menos 45 vítimas e o bloqueio de ativos em torno de R$ 14 milhões. Entre 2023 e 2025, o grupo movimentou cerca de R$ 22 milhões, prometendo contemplação rápida de cartas de crédito, que nunca se materializavam. As vítimas eram atraídas por anúncios nas redes sociais e convidadas a atender lojas físicas para reforçar a aparência de legitimidade. O BRB nega qualquer relação institucional com o esquema.

Reprodução / PCDF
Funcionário do BRB é investigado por fraudar consórcios com 45 vítimas

Na segunda fase, deflagrada nesta semana com apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipo), seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos. O delegado-chefe da 35ª DP, Ricardo Viana, informou que 13 pessoas foram indiciadas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O prejuízo comprovado já supera R$ 278 mil, e novas vítimas continuam sendo identificadas.

Vídeo do delegado-chefe, Ricardo Viana:

Os investigadores apontam que o dinheiro era desviado para contas de fachada sem autorização do Banco Central e, rapidamente, redistribuído entre líderes e integrantes, fortalecendo indícios de lavagem de dinheiro. Houve relatos de vítimas que pagavam parcelas por meses sem receber o crédito prometido. A apuração indica que as compras eram realizadas por meio de empresas de fachada, sem vínculo com o BRB.

Em nota, o BRB esclareceu que o caso não envolve a atuação institucional do banco e que as vendas de consórcios não pertencem à instituição nem ocorreram por meio de seus canais. O banco reforçou que não possui vínculo com as irregularidades apuradas e que tomará as medidas cabíveis para colaborar com as investigações.

Essa é a segunda operação que envolve funcionários do BRB no contexto de descontos não autorizados em contas de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF). Na terça-feira (23/6), três servidores do banco foram ouvidos na operação Parasita, que levou ao afastamento de alguns empregados. A investigação busca entender se houve conexão entre esses descontos irregulares e o esquema de consórcios falsos.

A primeira fase, ocorrida em janeiro, resultou em 13 mandados de busca e apreensão em várias cidades do DF e do Entorno. Até o momento, 13 pessoas já foram indiciadas, e novas vítimas seguem sendo identificadas à medida que as apurações avançam.

As investigações continuam, com a expectativa de esclarecer toda a extensão do golpe, identificar responsáveis e proteger novas vítimas. Comente o que você pensa sobre esse tipo de golpe e como ele pode ser evitado no dia a dia.

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