Americanas: executivos do Itaú, Santander e Bradesco são alvos da PF

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
Polícia Federal deflagra operação de busca e apreensão

Resumo para SEO: Operação Disclosure volta às ruas da PF para investigar fraudes contábeis na Lojas Americanas, mirando ex-executivos, acionistas e dirigentes de bancos. A ação envolve buscas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com o objetivo de esclarecer um rombo de cerca de 24 bilhões de reais e assegurar ressarcimento via sequestro de até 54 bilhões. Investiga-se a manipulação contábil para ocultar o endividamento real, em meio a indícios de práticas estruturadas ao longo dos anos, incluindo atalhos entre instituições financeiras e a gestão da empresa.

A operação aponta dois eixos centrais. O primeiro envolve operações conhecidas como risco sacado, em que pagamentos antecipados a fornecedores teriam sido registrados de forma a reduzir artificialmente a dívida aparente da companhia. O segundo foca nas chamadas verbas de propaganda cooperada, que poderiam representar incentivos comerciais sem respaldo econômico correspondente, distorcendo demonstrações financeiras.

Entre os alvos da investigação estão nomes de peso que ajudaram a conduzir a Americanas, como Carlos Alberto Sicupira, um dos acionistas de referência; Paulo Lemann, filho do empresário Jorge Paulo Lemann; Sérgio Rial, ex-presidente do Santander e ex-CEO da empresa; Eduardo Saggioro, ex-integrante do conselho; Alexandre Abdo e André Almeida, executivos do Santander; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; além de Gustavo Balassiano e José Rudge, do Itaú.

Ao todo, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A operação conta com o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam conhecimento das supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de vários anos e da maneira como eram registradas nas demonstrações financeiras da empresa. O montante de até 54 bilhões de reais visa garantir eventual ressarcimento dos prejuízos apurados pelos laudos técnicos periciais.

De acordo com os investigadores, o esquema teria permitido inflar artificialmente indicadores financeiros da companhia, ocultando o nível de endividamento e transmitindo ao mercado uma percepção incompatível com a realidade.

Dois eixos de apuração permanecem centrais: risco sacado e VPC — as verbas de propaganda cooperada. Em ambos, há indícios de que parte dos valores registrados não possuía respaldo econômico real, alimentando uma narrativa financeira distorcida da Americanas. A investigação busca esclarecer se a valorização artificial beneficiou administradores com remuneração variável atrelada ao desempenho, além de investidores que negociaram ações no período das irregularidades.

Em nota, a Americanas afirmou não ter sido alvo de mandados naquela manhã e reiterou que a operação se refere à fraude revelada em 2023, ressaltando que continuará colaborando com as investigações e que é a maior interessada em esclarecer os fatos.

A apuração demonstra que crimes de manipulação de mercado e associação criminosa são os principais indícios listados, com a possibilidade de novas acusações à medida que as investigações avançam. O espaço permanece aberto para posicionamentos das partes envolvidas e para que o público compreenda os desdobramentos dessas acusações.

E você, o que pensa sobre esse caso de contabilidade fraudulenta e sobre o papel das grandes empresas no mercado? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre as implicações para o investimento e a confiança no varejo brasileiro.

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