Estudantes da rede estadual desfilam no ato de transferência simbólica da capital baiana para Cachoeira

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Sete fanfarras de escolas da rede estadual abriram as comemorações da Independência da Bahia com uma transferência simbólica da sede do governo de Salvador para Cachoeira. A cerimônia, que mistura tradição e educação, destaca a importância histórica do Recôncavo e marca o início das atividades que antecedem o 2 de Julho.

Pela primeira vez, as sedes dos três poderes — Legislativo, Executivo e Judiciário — foram transferidas simbolicamente para Cachoeira. Ivana Bastos, presidente da Assembleia, celebrou a união institucional e lembrou o papel central da cidade na história do estado. O presidente do TJBA, José Rotondano, afirmou que a medida aproxima o Judiciário do cotidiano das pessoas, valorizando o patrimônio regional.

O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a relevância da educação em tempo integral como alicerce da independência econômica e social. “É o meu quarto ano no governo, e esse ato simboliza a transição do governo, marcando o caminho da Independência da Bahia”, afirmou, acompanhado do vice-governador Geraldo Júnior e da primeira-dama Tatiana Veloso.

O secretário de Educação, Marcius Gomes, reforçou que, além da celebração, importa levar o 2 de Julho aos alunos por meio dos livros didáticos e das ações nas escolas. “Essa história é ensinada todos os dias na sala de aula, fortalecendo a nossa identidade”, destacou.

A estudante Júlia Barreto, 16 anos, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Maragogipe, que integra a Banda Marcial Pegasus há dois anos, afirmou que desfilar em Cachoeira é uma oportunidade de levar a arte da região para um município tão relevante. Participaram ainda escolas como Romulo Galvão (FANFACERG), Cachoeira (BANCEC), Conceição da Feira (FAMUCFC), João Batista Pereira Fraga (FANJ), Castro Alves (BAMAC) e Tempo Integral Teodoro Sampaio (FANTESA).

Ainda na programação, a cerimônia reuniu a união dos poderes com a entrega de títulos de cidadania cachoeirense a autoridades locais, incluindo Tatiana Veloso, Bruno Monteiro e Ivana Bastos, além de Pedro Maia e José Rotondano. Ao final, a Comenda 25 de Junho foi outorgada à Dona Dalva Damiana, conhecida como Dona Dalva, pela sua luta pelo samba de roda, e ao historiador Jacó dos Santos Souza, diretor do Arquivo Público de Cachoeira.

A cerimônia terminou com a apresentação de um hino de Cachoeira, encerrando o ato que resgatou a memória da cidade na construção da independência do Brasil na Bahia. A celebração reforça a relação entre educação, cultura e memória histórica, conectando Cachoeira aos demais polos baianos.

Este momento evidencia como a história é ensinada e vivida no cotidiano das escolas, aproximando famílias, alunos e autoridades em torno de um evento que reforça o orgulho regional. E você, qual é a sua leitura sobre essa aproximação entre poder, educação e cultura? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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