Jornalista sugere sanções direcionadas e questiona tarifa de 25% em audiência do USTR, citando impactos para o Brasil
26/06/2026 22:29
, atualizado 26/06/2026 22:56
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O jornalista Paulo Figueiredo defende, em depoimento preparado para a audiência pública da Seção 301 do USTR, que os Estados Unidos abandonem a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e retomem a estratégia de impor sanções direcionadas contra autoridades do Brasil, em vez de prejudicar exportadores, empresas e consumidores americanos. A mensagem, obtida pelo Metrópoles, aponta que a medida atual tende a “atingir o alvo errado”.
No texto, Figueiredo argumenta que a tarifa poderia fortalecer politicamente o governo de Lula, ao mesmo tempo em que prejudicaria o relacionamento com Washington e o fluxo de comércio.
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Segundo o jornalista, a imposição de tarifas amplas prejudicaria exportadores, empresas e consumidores americanos, sem atingir diretamente as autoridades envolvidas na investigação.
“O presidente Lula aproximou o Brasil da China e do bloco BRICS, e uma tarifa o favorece em duas frentes: internamente, transforma a hostilidade aos Estados Unidos em patriotismo e votos; externamente, faz exatamente o que sua política externa deseja, afrouxando os laços do Brasil com Washington. O partido beneficiado é justamente o partido cuja conduta está sendo investigada”, diz Figueiredo no documento.
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Defesa de sanções individuais
No depoimento, Figueiredo sustenta que, em vez de adotar uma medida comercial ampla, o governo americano deveria retomar a estratégia de impor sanções direcionadas a pessoas específicas.
Entre os alvos estão o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi sancionado pelo governo norte-americano no ano passado. O jornalista cita ainda as medidas aplicadas à esposa do magistrado e a uma empresa da família, bem como a revogação dos vistos americanos.
Na avaliação de Figueiredo, esse tipo de instrumento seria mais eficaz porque “atinge o infrator, preserva a economia e a população”, ao contrário de uma tarifa generalizada.
“Ao final do documento, o jornalista pede que o governo americano suspenda a proposta de tarifa e reavalie a medida antes de qualquer decisão definitiva. “Utilizem e ampliem os instrumentos direcionados (…) e suspendam a medida proposta para reavaliá-la”, afirma o texto.
Aliado da família Bolsonaro, Paulo Figueiredo está programado para depor na audiência pública da Seção 301 em 6 de julho. No dia seguinte, 7 de julho, a programação prevê a participação do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Tá bombando
Resumo rápido: em meio a uma audiência prevista no USTR, o jornalista Paulo Figueiredo sugere abandonar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e adotar sanções direcionadas contra autoridades, como forma de evitar danos ao comércio e à população brasileira, além de defender que a medida possa favorecer adversários políticos no Brasil.
O depoimento preparado para a Seção 301, disponibilizado pelo Metrópoles, afirma que a tarifa atingiria o alvo errado, penalizando exportadores e consumidores sem punir de fato as pessoas que motivaram a investigação. Figueiredo destaca que essa estratégia poderia passar a impressão de alinhamento com políticas que favoreceriam o governo Lula, afetando a relação com Washington e o equilíbrio do comércio bilateral.
Em tom de crítica, o jornalista cita a possibilidade de recorrer a sanções individuais — como contra o ministro Alexandre de Moraes — e aponta que medidas contra quem detém vínculos com o Brasil teriam efeito mais preciso, preservando a economia. O texto inclui passagens que ressaltam a ideia de que o alvo deveria ser o infrator, não toda a cadeia produtiva.
Na conclusão, Figueiredo solicita aos EUA que suspendam a proposta de tarifa e revisem a abordagem, até que uma avaliação mais aprofundada seja feita. O depoimento também menciona a agenda de 6 de julho para a audiência, com a presença de Paulo Figueiredo e, no dia seguinte, a participação de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
E você, como vê o equilíbrio entre tarifas comerciais e sanções direcionadas? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a construir o debate sobre as melhores estratégias para relação Brasil-EUA.
