Em Limeira, interior de São Paulo, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após ser lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto, durante uma prática de rope jump. O episódio levou o Ministério Público a abrir uma linha de investigação não apenas sobre as circunstâncias da morte, mas também sobre ataques misóginos nas redes sociais que cercaram o caso.

O Ministério Público de São Paulo solicitou ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital que apure ataques misóginos e a disseminação de ódio relacionados ao episódio. A iniciativa ocorreu após a Bancada Feminista do PSOL ter acionado uma notícia-crime contra perfis que propagaram conteúdos discriminatórios no X (antigo Twitter), citando comentários como insinuando que a morte seria motivo de “festa no IML” ou de “diversão com as peças”.
Em despacho assinado em 23 de junho, a promotora Ana Maria Aiello Demadis determinou o encaminhamento do procedimento ao Decap para que ele seja anexado a uma investigação já existente ou, caso não haja inquérito, seja aberto um para apurar a conduta de usuários e de um representante da rede social mencionada.
No dia da morte (13/6), foram presos os instrutores que arremessaram a vítima: Maicon Fernandes Cintra; Luís Felipe Feliciano Egoroff; Vitor de Freitas Gonçalves. Dias depois (20/6), foram presos integrantes da organização do evento: Evelyne dos Santos Gonçalves; João Antônio Pivetta da Silva; Gabriel Barros Martins.
Entenda o caso – Maria Eduarda caiu de cerca de 40 metros durante a rope jump; vídeos mostram três instrutores erguerem a vítima e lançá-la da Ponte do Esqueleto, em Limeira; praticantes perceberam que ela estava sem cordas; um amigo da jovem, em estado de choque, precisou de socorro; os três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual e a Justiça manteve as prisões; dias depois, outras três pessoas ligadas à organização também foram presas.
Veja imagens do acidente —
O andamento do caso deve trazer mais informações sobre responsabilização de envolvidos e o papel das plataformas digitais na circulação de conteúdo odioso. E você, o que pensa sobre a responsabilidade das redes sociais nesses episódios? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.
