Irã revida e ataca instalações militares dos EUA no Kuwait e Bahrein

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Dois meses após início do cessar-fogo, Irã e Estados Unidos voltaram a trocar ataques diariamente desde quinta-feira (25/6)

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Aaron M. Sprecher/Getty Images
Bandeira do Irã;

A escalada entre Irã e Estados Unidos voltou a ganhar fôlego após dois meses de cessar-fogo, com ataques diários retomados a partir de 25 de junho. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter respondido às ações de Washington perto do Estreito de Ormuz, anunciando ataques a instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein.

O Bahrein confirmou ataques com drones e catalogou a operação como violação da soberania do reino. O Exército do Kuwait disse ter interceptado explosões no território, acrescentando que qualquer explosão ou barulho seria resultado da interceptação de alvos hostis pelos sistemas de defesa aérea, conforme comunicado publicado na rede social X.

No fim de semana, os EUA realizaram novos ataques contra alvos no Irã, na região do Estreito de Ormuz, segundo o Comando Central (Centcom). A ocorrência é apresentada como resposta direta à agressão iraniana contínua, com as ações descritas como ordens do presidente Donald Trump.

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A tensão entre as duas nações já havia começado a diminuir, mas voltou a subir após um ataque do Irã a uma embarcação na última quinta-feira. O Centcom afirmou que o Irã violou o acordo de cessar-fogo ao realizar esse ataque, e a sequência de ações levou a uma nova rodada de hostilidades.

Entre os marcos, EUA e Irã tinham tentado firmar uma trégua há dois meses: a primeira tratativa ocorreu em 7 de abril e foi fortalecida por um acordo de 14 pontos em 17 de junho.

Na sexta-feira, os EUA disseram ter atacado alvos iranianos em Ormuz. O Irã, por sua vez, disse ter contra-atacado o navio-tanque M/T Kiku no mesmo dia, às 4h30 (horário da Costa Leste dos EUA), aumentando a tensão na região.

“Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, ameaçou Trump.

O presidente americano reiterou sua posição mais agressiva, subindo o tom em relação ao Irã. Enquanto as partes trocam acusações, a situação no Golfo continua volátil, com cada lado afirmando defender seus interesses e soberania numa região de grande importância estratégica.

Aaron M. Sprecher/Getty Images
Bandeira do Irã;

Se você acompanha os desdobramentos, como avalia o equilíbrio entre dissuasão militar e risco de escalada descontrolada? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre os próximos passos e o que espera para o cenário no Oriente Médio.

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