Resumo rápido: a Copa do Mundo, ao longo da trajetória da seleção, tem se refletido diretamente no consumo de energia do Brasil. Em Miami, durante Brasil x Escócia, a demanda caiu de modo acentuado, enquanto o monitoramento do ONS mapeava padrões de rampa de carga e ajustes na rede conforme o jogo avançava.

Às 19h, quando o jogo começou, a demanda de energia no SIN ficou em torno de 90 mil MW. Ao término do primeiro tempo, a queda já somava 9.058 MW, o que equivaleu à soma das cargas médias dos estados do Rio de Janeiro e do Pará. Os números são do painel de monitoramento do ONS, responsável por coordenar o sistema elétrico brasileiro.
Para acompanhar esse movimento, o ONS criou uma operação especial durante a Copa, com foco nas oscilações provocadas pela mobilização da torcida. Em cada uma das partidas da fase inicial, o monitoramento evidenciou o que os técnicos chamam de rampas de carga: quedas antes do início, seguidas de altas no intervalo e ao fim dos jogos.
No fim do primeiro tempo, a demanda subiu 5,6 mil MW em apenas nove minutos, o que corresponde à soma das cargas médias dos estados de Santa Catarina e Mato Grosso. Foi a maior rampa de elevação observada em janelas de jogo nas três Copas recentes da seleção brasileira.
Com o reinício, o consumo recuou até 20h59, chegando a 78.236 MW, o menor nível da partida. Logo após a confirmação de que o Brasil liderava o Grupo C, houve outro impulso, de 8.546 MW em cerca de 18 minutos — equivalente à soma da carga média do Paraná e da Bahia.
O estudo do ONS destaca que o monitoramento em tempo real revela como grandes eventos impactam diretamente o consumo de energia no país, exigindo planejamento e respostas rápidas da operação. O diretor-geral Marcio Rea lembra que o ONS coordena um sistema elétrico de dimensões continentais, conectado desde a residência até as grandes festas públicas.
Na próxima segunda-feira, a seleção volta a campo contra o Japão, às 14h, em Houston, nos Estados Unidos. E você, acompanhou as oscilações de energia durante a Copa? Compartilhe nos comentários como essa combinação de futebol e consumo de energia mexeu com o seu dia a dia.
