O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, abriu a Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, anunciando uma linha de alianças com Israel e maior integração regional caso seja eleito. Em tom firme, ele projetou, para 2027, um Brasil mais próximo da Argentina e com foco em acordos diplomáticos que aprofundem as relações na região.

No evento, promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia), Flávio acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antissemita, citando críticas à atuação de Israel em Gaza e comparações ao Holocausto. Ele reforçou a defesa de uma diplomacia próxima a Israel e pressionou por mudanças na condução das relações entre os dois países.
A trajetória recente entre Brasil e Israel tem sido marcada por tensões desde 2024, quando a guerra em Gaza ganhou destaque. Em meio a críticas de Lula, houve a retirada dos embaixadores de ambos os lados, ficando sob responsabilidade de um encarregado de negócios, com Israel designando Rasha Athamni para Brasília.
Flávio também deixou claro que, se vencer, moverá a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém já no primeiro dia de governo, além de afirmar que receberá as credenciais do novo embaixador de Israel em Brasília. O tom diplomático foi acompanhado de elogios à diplomacia israelense e de promessas de alinhamento institucional entre os dois países.
No discurso, o pré-candidato sinalizou que o Brasil pode voltar a ser parceiro próximo da Argentina, compondo uma “onda azul” de avanços conservadores na região. Citou a participação brasileira em Acordos de Isaac — uma iniciativa apoiada por Milei e Netanyahu para estreitar laços entre Israel e países da América Latina — e sugeriu que o Brasil, em 2027, poderá estar ao lado de Milei e, quem sabe, de Jair Bolsonaro para consolidar esse alinhamento regional.
Como fim de reportagem, o momento acena para mudanças estratégicas na diplomacia brasileira e para a percepção internacional do país na região. E você, como enxerga o futuro das relações Brasil-Israel e o papel do Brasil na América Latina sob uma nova liderança? Compartilhe sua visão nos comentários.

