LGBTQIA+ ativistas foram impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira arco-íris de cerca de 50 metros no gramado em frente ao Congresso Nacional, neste domingo, Dia do Orgulho. O grupo, composto por cerca de 20 pessoas, pretendia realizar um ato pacífico ao ar livre.
A abordagem ocorreu assim que a bandeira foi içada. Viaturas da polícia chegaram e impediram a ação. Os manifestantes se ajoelharam para demostrar que estavam desarmados e não buscavam confronto. Um dos ativistas, Michel Platini, disse que a bandeira simbolizava orgulho diante da violência sofrida pela comunidade, enquanto os agentes alegaram que não havia autorização para o ato.
Segundo os organizadores, eles solicitaram a permissão na semana anterior e informaram com mais de 24 horas de antecedência, conforme os parâmetros constitucionais para atos pacíficos. Eles asseguram ter seguido as regras para manifestações públicas.
Platini afirmou que a repressão foi injustificada. “Reprimiram o ato sem justificativa”, afirmou, acrescentando que o episódio lembra violências contra a população LGBTQIA+. O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal pretendem protocolar uma representação na Câmara para pedir a investigação da conduta policial. O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital, disse que solicitará explicações oficiais sobre a abordagem.
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