María Corina acusa Venezuela de fechar espaço aéreo para impedir seu retorno

Resumo: a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado afirmou ter sido impedida de retornar ao país após o fechamento do espaço aéreo venezuelano, em meio aos abalos sísmicos que atingiram a nação. Em vídeo divulgado a partir do Panamá, ela diz que continua buscando apoiar a população, mesmo diante das restrições impostas pelo governo.

Rune Hellestad/Getty Images
Imagem colorida mostra Maria Corina Machado - Metrópoles

Machado, uma das vozes da oposição, afirma estar no Panamá e planeja retornar à Venezuela para acompanhar a população nas horas críticas. Em trecho de um vídeo, a líder política acusa o regime de ter fechado o espaço aéreo justamente para evitar seu retorno e para bloquear o apoio aos patriotas que tentam ajudar o país.

“O regime fechou o espaço aéreo em nosso país para tentar me impedir voltar a Venezuela para acompanhá-los nestas horas angustiantes. O regime quer bloquear meu retorno a Venezuela assim como vários patriotas que querem ajudar”, disse Machado.

Mais cedo, Machado já havia afirmado que voltaria ao país, pois era seu dever ficar ao lado do povo venezuelano. A publicação chega em meio a uma onda de tensões políticas no país, que se intensificou após o pleito presidencial de 2024.

Entre os aspectos oficiais, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) informou sobre um Notam que restringe o espaço aéreo da Venezuela. Segundo o Notam, as operações internacionais de decolagem e pouso ficarão restritas entre esta segunda-feira e o dia 7 de julho, com controle a cargo de órgãos venezuelanos competentes.

Historicamente impedida de concorrer contra Nicolás Maduro, Machado passou meses ocultada dentro da Venezuela após a repressão que se seguiu ao pleito. Ela deixou o país em dezembro do ano passado, após uma operação secreta coordenada pelos EUA para que recebesse o Prêmio Nobel da Paz em Oslo.

Quanto aos tremores, a Venezuela foi atingida na última quarta-feira (24/6) por dois sismos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5. Diversos prédios, especialmente em La Guaira e em Caracas, foram afetados. O balanço oficial aponta mais de 1.700 mortes e mais de 5.000 feridos, com estimativas oficiais de desaparecidos superiores a 16 mil. Organizações da sociedade civil apontam números ainda maiores, com mais de 40 mil pessoas sem paradeiro conhecido. Os trabalhos de busca continuam pelo país caribenho.

E você, como encara as medidas de restrição de espaço aéreo em momentos de crise? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas visões sobre os desdobramentos políticos e humanitários na Venezuela.

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