Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) foi criado para reduzir as desigualdades entre países do bloco
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Assunção — O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou nesta segunda-feira (29/6) que o Brasil se comprometeu a aportar US$ 100 milhões por ano na nova fase do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
O Focem foi criado em 2004 com o objetivo de reduzir desigualdades na região e destina recursos a projetos de infraestrutura, saneamento, habitação, energia, entre outros setores.
Brasil e Argentina são os maiores contribuintes do fundo. Em discurso durante a reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), em Assunção, Vieira destacou a necessidade de ampliar a participação de todos os Estados Parte.
“Esse esforço de renovação, contudo, não pode recair sobre um único país. Confiamos em que a Argentina, a outra grande economia do bloco, nos acompanhe nesse processo, com aumento correspondente de sua contribuição. O mesmo espírito de responsabilidade deverá orientar os Estados Parte de menor desenvolvimento relativo, principais beneficiários do mecanismo”,
A primeira etapa do Focem previa um total de contribuições na casa dos US$ 100 milhões anuais. Portanto, o montante anunciado pelo governo brasileiro para o Focem II equivale à soma das contribuições de todos os países na primeira fase da iniciativa.
Durante a fala, Vieira ressaltou a importância do fundo para o desenvolvimento econômico das regiões de fronteira e bem-estar de populações indígenas. “O Focem significa rodovias, ferrovias, linhas de transmissão elétrica, saneamento básico, moradias, escolas e laboratórios para nossos países, e sobretudo em regiões de menor desenvolvimento relativo e em zonas de fronteira”, disse.
