Resumo: Michelle Bolsonaro sinalizou a possibilidade de desfiliação do PL após reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, nesta terça-feira (30/6). Embora tenha apresentado a ideia de sair, aliados conseguiram postergar a decisão: por ora, a ex-primeira-dama deixaria apenas a presidência do PL Mulher e mantém a possibilidade de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, com as convenções de julho definindo os próximos passos.
O encontro ocorreu na sede do PL em Brasília, onde Valdemar Costa Neto pediu que Michelle repensasse a saída neste momento, ressaltando a importância de manter a base partidária. A conversa girou em torno da desfiliação e do impacto sobre a pré-candidatura ao Senado, especialmente no DF, onde o apoio político é decisivo para qualquer palanque.
Logo após a reunião, Michelle seguiu para o Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, onde encontrou a governadora Celina Leão (PP) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). As conversas entre as aliadas tiveram o objetivo de construir uma ponte entre siglas amigas do centrão e, ao mesmo tempo, ganhar tempo para consolidar decisões até as próximas definições eleitorais.
Na conversa com Celina Leão e Damares Alves, a ex-primeira-dama chegou a apresentar o discurso de que deixaria o PL, mas acabou sendo convencida a permanecer, pelo menos na presidência do PL Mulher, “por ora”. A aposta dos seus apoiadores é que, até as convenções de julho, Michelle possa confirmar-se como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, conforme o encaminhamento político que for amadurecido nos bastidores.
O cenário continua em aberto, com a leitura de que a crise interna do PL pode ser contornada por meio de acordos entre legendas e lideranças regionais. Se confirmar a candidatura ao Senado, a estratégia dependerá de um alinhamento sólido de apoio no DF. E você, o que acha dessa guinada na trajetória de Michelle Bolsonaro? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.





