
Resumo: Uma operação do Ministério Público do Ceará desvendou um possível elo entre líderes de facções criminosas e advogados, permitindo comunicação com presos fora das penitenciárias. A ação, batizada Mensageiros do Crime, resultou na prisão de 11 profissionais da advocacia e no bloqueio de R$ 20 milhões em bens e contas dos investigados.
A apuração, conforme o MPCE, teve início após autorização judicial para monitorar os parlatórios da unidade prisional de segurança máxima. As imagens e áudios analisados indicaram que parte do atendimento jurídico era utilizado para repassar mensagens e orientar decisões de chefes de facções.
Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. Além dos advogados, a operação alcançou 17 lideranças criminosas, das quais 15 já estavam presas. Uma advogada, residente em São Paulo, ainda não foi localizada.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, computadores, joias e uma Range Rover blindada. O MPCE sustenta que os investigados contribuíam para manter o fluxo de informações entre presos e criminosos em liberdade, contribuindo para a expansão das organizações, o recrutamento de novos integrantes, a aquisição de armamentos e a movimentação do tráfico de drogas.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens para assegurar o andamento das investigações. A apuração segue para esclarecer o papel de cada envolvido e mapear toda a estrutura criminosa vinculada a esse esquema.
E você, qual é a sua opinião sobre o uso de advogados como elo de comunicação em operações criminosas? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a debater os impactos desse cenário para a atuação da lei no Ceará.
