Alcolumbre não atende pedido de senadores, retarda votação da PEC dos agentes de saúde e manda indireta ao governo

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Na sessão desta terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deixou claro que não haverá aceleração da PEC 14/2021, que trata da aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de endemias. O projeto, visto como uma “pauta-bomba” pelo governo, manterá o esquema de votação em dois turnos e tem custo estimado de cerca de R$ 3 bilhões por ano.

Alcolumbre abriu a sessão mencionando um requerimento assinado por quase 70 senadores para a chamada “quebra de interstício”, que permitiria acelerar a tramitação da PEC sem seguir todas as etapas regimentais. Pela Constituição, a proposta precisa de cinco sessões de discussão e votação em primeiro turno, seguidas de mais três sessões para o segundo turno.

Mesmo diante do clamor por um voto em dois turnos já nesta semana, o presidente afirmou que seguirá a Constituição e manterá apenas a primeira sessão de discussão nesta terça. Segundo ele, a “quebra de interstício” só poderia ocorrer após a votação em primeiro turno.

A PEC 14/2021 institui regras permanentes e transitórias de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de endemias, regula a forma de contratação e prevê financiamento pela União. A proposta também estende as regras aos agentes indígenas de saneamento e de saúde.

Entre os principais pontos, estão a idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens, com 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade. A regra é válida para servidores sob regime próprio de previdência e para o RGPS, administrado pelo INSS. O texto também prevê computar o tempo de afastamento para mandato classista e para readaptação funcional, em casos de acidente de trabalho ou doença ocupacional.

A discussão está marcada para seguir por mais cinco sessões, até o dia 15 de julho, quando o governo aposta na votação. Enquanto isso, senadores que pedem reconsideração argumentam sobre o impacto financeiro e a necessidade de abrir espaço para outras prioridades orçamentárias.

Como você vê essa pauta? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo sobre o impacto da PEC 14/2021 para os trabalhadores de saúde e para as contas públicas.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Tom Skerritt, veterano ator de Top Gun, morre aos 83 anos

Tom Skerritt, veterano ator de M*A*S*H, Alien e Top Gun, morreu...

Ludhmila Hajjar apoia Lula após convite de Bolsonaro para o MS

Resumo: Cardiologista Ludhmila Hajjar declara apoio a Lula e defende a manutenção do SUS; destaca a integração...

BC e CMN reforçam diretrizes de Open Finance para ampliar segurança e transparência

Resumo: CMN e BC aprovaram mudanças nas regras de compartilhamento de dados do Open Finance, visando maior segurança, transparência e controle para usuários....