América Latina: Brasil aposta em pragmatismo após vitórias da direita

Escrito por: Diógenes Cunha

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O Brasil aposta em uma agenda pragmática com seus vizinhos da América Latina, priorizando infraestrutura, energia e cooperação contra o crime e desastres naturais, sem deixar de lado a defesa de interesses nacionais. A ideia é manter relações bilaterais estáveis, expandir parcerias ambientais e equilibrar o comércio, mesmo diante da forte presença de governos de direita na região.

Na prática, vitórias recentes na região mostraram um mapa político mais inclinado à direita: Peru, Colômbia, Chile, Equador e Bolívia elegeram figuras alinhadas a esse campo, enquanto o Brasil se depara com um cenário de maior isolamento entre correntes progressistas e de esquerda. Ainda assim, o Uruguai permanece em um polo distinto, mantendo um eixo mais alinhado ao Brasil no campo progressista.

Um exemplo dessa dinâmica foi o Chile, onde o presidente José Antonio Kast sinalizou interesse em um encontro bilateral com Lula durante a cúpula do Mercosul. No âmbito regional, o apoio cordial da Colômbia à vitória de Lula e a solicitação de ajuda brasileira em protestos na Bolívia mostram que as relações com vizinhos de direita serão guiadas por interesses concretos, não por ideologias rígidas.

No campo ambiental, a cooperação entre Brasil e Colômbia, especialmente na proteção da Amazônia, é vista como crucial, ainda que haja previsões de mudança no tom entre os governos. Um especialista da UnB aponta que a geopolítica na região continua delicada, já que o novo ciclo de governos de direita tende a pôr à prova acordos ambientais firmados nos últimos anos.

No plano global, a defesa da democracia e as trocas comerciais com a China também aparecem na equação. Observa-se o peso de influências americanas; o presidente dos EUA, Donald Trump, atua para moldar a agenda regional, e o Brasil permanece entre os poucos que não aderem integralmente ao eixo pró-Trump. Essa realidade reforça a necessidade de uma abordagem pragmática que preserve espaços de cooperação econômica independentemente de alinhamentos ideológicos.

Quanto à cooperação multilateral, o governo brasileiro reconhece que espaços como Unasul e Celac tendem a perder protagonismo, diante da configuração regional dominada por alianças lideradas pelos EUA. Ainda assim, o Mercosul mantém peso institucional e continua sendo o principal eixo regional para interlocução econômica e política, atraindo governos de diferentes orientações políticas.

Para ilustrar, um dos casos citados envolve uma cúpula do Amazonas em Belém e a cooperação entre Brasil e Colômbia para ações conjuntas de proteção ambiental, tema que ganha peso ao lado de parcerias de infraestrutura que conectem o Pacífico ao Atlântico. A ideia é manter o Mercosul como eixo de integração, ainda que o cenário regional exija mais pragmatismo do que consenso ideológico.

Se você acompanha a notícia, percebe como o equilíbrio entre cooperação bilateral e multilateral molda a política externa brasileira. A leitura é de que o país seguirá discutindo com seus vizinhos de direita por meio de acordos práticos, sem abandonar a agenda de defesa da democracia e de compromissos com o desenvolvimento sustentável.

E você, o que acha dessa leitura de relações regionais no curto prazo? Deixe seu comentário com opinião sobre como o Brasil pode ampliar acordos concretos com Peru, Colômbia, Chile, Equador e Bolívia, mantendo a atenção ao meio ambiente e à cooperação econômica.

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