Antidepressivos ISRS são “prescritos de forma descuidada”. Entenda

Escrito por: Diógenes Cunha

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ISRS — antidepressivos entre os mais prescritos no mundo — ajudam muitos pacientes com depressão e ansiedade, com exemplos famosos como Prozac, Zoloft e Lexapro. Ainda assim, cresce a odisseia sobre se eles estão sendo usados excessivamente por médicos gerais, sem avaliação adequada. especialistas ressaltam a importância de diagnóstico cuidadoso, monitoramento e alternativas antes de partir para esses medicamentos.

Os ISRS atuam bloqueando a recaptação de serotonina, aumentando sua disponibilidade no cérebro. A serotonina é um mensageiro químico ligado ao humor, sono e ansiedade. Quando seus níveis são mais estáveis, a pessoa tende a encarar o mundo de forma menos negativa, o que pode abrir espaço para a recuperação. manter serotonina em níveis saudáveis é visto como essencial para prevenir ou controlar a depressão.

Entretanto, há quem afirme que a depressão envolve mais fatores que apenas desequilíbrios químicos. A psiquiatria crítica questiona a ideia de que os ISRS atuam simplesmente ao corrigir uma deficiência de serotonina. Alguns especialistas sugerem que a eficácia observada pode ter participação do efeito placebo, embora a maioria dos psiquiatras e organizações médicas sustente que os antidepressivos têm benefício comprovado para muitos pacientes.

Quanto ao uso, a prescrição deve ocorrer apenas em casos de depressão clínica que afete significativamente a vida da pessoa. Se há dificuldade para voltar ao trabalho ou o relacionamento familiar começa a se deteriorar, o tratamento com antidepressivos pode ser considerado, sempre acompanhado por terapia e apoio social.

A eficácia não é garantida para todos. Em cerca de um terço dos casos, o primeiro ISRS não funciona. Tentar outra opção pode trazer resultados, mas a faixa de resposta entre 70% e 80% dos casos fica sem alívio significativo. A resposta varia entre pacientes, tornando o tratamento uma jornada de tentativa e erro até chegar a uma abordagem mais personalizada.

Além disso, há riscos e efeitos colaterais que precisam ser considerados: disfunção sexual, dependência, ganho de peso, sangramentos e complicações na gravidez são citados entre os impactos. Por isso, muitos especialistas defendem restringir o uso dos ISRS e, quando começam a fazer efeito, limitar o tempo de uso, com retirada gradual após seis meses a um ano, para evitar dependência e efeitos a longo prazo. E você, o que pensa sobre o equilíbrio entre benefício e risco desses medicamentos? Compartilhe suas perguntas ou experiências nos comentários.

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