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Baiana polemiza ao lançar acarajé com as cores da Seleção Brasileira para Copa do Mundo

Baiana polemiza ao lançar acarajé com as cores da Seleção Brasileira para Copa do Mundo
Baiana polemiza ao lançar acarajé com as cores da Seleção Brasileira para Copa do Mundo

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Resumo: A empresária Adriana Ferreira, do Acarajé da Drica, lançou um acarajé verde e amarelo para a Copa do Mundo, mantendo o sabor tradicional. A ideia, apresentada apenas como publicidade, não tinha objetivo de venda, mas gerou debates acalorados nas redes sobre o uso de símbolos sagrados da cultura baiana.

Adriana garante que a massa foi apenas tingida para combinar com as cores da seleção, sem alterar o sabor. Mesmo assim, a postagem ganhou destaque nas redes, com seguidores e críticas discutindo a relação entre marketing e tradição. Segundo a criadora, a iniciativa não visava lucro, apenas publicidade para a marca.

No feed, aparaceram comentários que reforçam a polêmica. Uma internauta escreveu: “O problema não é a tinta. É o deboche com o sagrado. Acarajé é de Iansã, mas quem não é do santo pode comer sim, porém não pode mudar o nome e o sentido pra lacrar na Copa. É comida afro-brasileira, patrimônio da Bahia, história de mulher negra.” Outro comentário destacou: “Acarajé é patrimônio cultural da Bahia e do povo de santo. Transformar em ‘acarajé verde e amarelo’ pra surfar na hype da Copa banaliza tudo isso.” Ainda houve quem dissesse: “Gente, alguém para essa criatura… Acarajé/Bola de Fogo é um patrimônio cultural e imaterial. Isso nunca será homenagem.”

A discussão traz à tona a relação entre inovação, publicidade e preservação de tradições. O tema já havia ganhado voz em 2023, quando o acarajé rosa gerou polêmica e levou a um pronunciamento da ABAM (Associação Nacional das Baianas de Acarajé). Na ocasião, a presidente Rita Santos reforçou que o acarajé é um patrimônio, não apenas um prato, e que mudanças na receita podem desvalorizar um legado cultural.

A conversa persiste, já que o caso envolve identidade cultural, respeito às tradições e as estratégias de mercado de pequenos negócios em momentos especiais. Enquanto alguns aplaudem a criatividade publicitária, outros veem risco de descaracterização de um símbolo ancestral que conecta memória, religião e história. Conte pra gente: qual é a sua opinião sobre esse tipo de abordagem em manifestações culturais tão sensíveis? Deixe seu comentário e compartilhe a sua visão sobre o equilíbrio entre inovação e respeito ao patrimônio.

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