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CBBrazil operava juros extorsivos contra servidores do GDF, diz MP

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Operação Juros Zero: CBBrazil é alvo de investigação por descontos indevidos em folha de pagamento de servidores do DF

A CBBrazil está entre as empresas investigadas na Operação Juros Zero, deflagrada para apurar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A Justiça aponta que a empresa vendia empréstimos sob a promessa de “menor taxa” e “maior segurança”, enquanto as investigações apontam abusos financeiros e uso de dados sensíveis para manipular descontos na folha.

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a CBBrazil atua por meio da JR Serviços de Informações Cadastrais Ltda., oferecendo o produto Consignado CARD 96X, um empréstimo de prazo longo. O alvo do esquema incluiria servidores públicos federais, estaduais, municipais, além de aposentados e pensionistas do INSS.

A operação aponta que a empresa operava como braço estratégico do esquema, abusando da concessão de créditos por meio de uma linha de crédito que era mascarada como benefício de saúde. O objetivo era registrar descontos indevidos nas folhas de pagamento, sem transparência ou controle por parte das vítimas.

Entre os demais alvos da ação, estão instituições como o Banco de Brasília (BRB), BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF) e empresas ligadas ao ecossistema de pagamentos, como o PicPay.

Os investigadores revelam que a CBBrazil exigia dados extremamente sensíveis para fechar contratos, incluindo e-mails, senhas pessoais e tokens de acesso aos portais de consignação. Com essas credenciais, operadores do esquema podiam manipular a margem consignável e registrar descontos sem a devida supervisão, ferindo princípios de transparência e boa prática financeira.

Criticado pela forma de atuação, o negócio também apresentava a prática de disfarçar a natureza financeira dos empréstimos, registrando-os no contracheque sob a rubrica de “Planos de Saúde”. Em resumo, tratava-se de uma atividade bancária clandestina que converteu benefícios sociais em dívidas onerosas.

Apesar da deflagração da operação na sexta-feira, 19/6, a CBBrazil, segundo apuração, já mantinha operações ativas. Em testagem simulada, uma funcionária chegou a solicitar um contracheque para verificar as condições do produto, o que reforça a necessidade de maior cautela por parte dos trabalhadores e das autoridades.

A apuração segue em andamento, com autoridades ressaltando a importância de o servidor público ficar atento a ofertas de crédito que prometem condições “imperdíveis” sem a devida transparência. O caso serve como alerta sobre a necessidade de verificação de dados e de procedimentos de checagem em operações de consignação.

E você, leitor: já imaginou que dados sensíveis poderiam ser usados para descontos indevidos no seu contracheque? Comente abaixo sua opinião sobre a abrangência de medidas de fiscalização e proteção aos servidores diante de ofertas de crédito suspeitas.

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