EUA e Irã concordam em suspender ataques em Ormuz, diz jornal

Escrito por: Diógenes Cunha

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Reprodução/Fars
Estreito de Ormuz

Autoridade norte-americana, em condição de anonimato, disse ao The New York Times que os EUA e o Irã trabalham em um memorando de entendimento com o objetivo de interromper ataques no Estreito de Ormuz e permitir a livre circulação de navios. As discussões técnicas estão previstas, sem data definida, e uma reunião em Doha, no Catar, está marcada para 30/6.

A fonte afirma que ambas as partes teriam concordado em cessar ataques e facilitar a navegação, mas o Irã ainda não confirmou o acordo. As conversas devem permanecer em nível técnico, sem anúncio público sobre onde ou quando ocorrerão as próximas etapas.

Outra autoridade dos EUA confirmou a programação do encontro em Doha para novas discussões, sinalizando a continuidade de um canal de diálogo, mesmo diante de divergências. O governo de Donald Trump, em seu segundo mandato presidencial nos EUA, busca avanços que reduzam o risco de incidente militar na região.

O quadro de tensões torna-se mais complexo diante do cessar-fogo criado em 7 de abril e reforçado por um acordo de 14 pontos em 17 de junho, ainda fragilizado pela escalada recente. O Estreito de Ormuz, peça-chave para o fluxo de petróleo, segue no centro do enfrentamento entre Washington e Teerã.

Na última semana, os EUA realizaram ataques contra alvos no Irã perto do estreito, segundo o Centcom, em uma resposta direta ao que chamou de agressão iraniana continuada. A ofensiva mirou infraestrutura de vigilância, sistemas de comunicação, defesas aéreas, depósitos de drones e lançamentos de minas.

Em linha separada, o Irã divulgou que atacou uma embarcação com drones na quinta-feira (25/6), alegando violação do cessar-fogo. Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, ampliando o atrito nas proximidades do estreito.

Como você encara esses movimentos diplomáticos e as ações militares na região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da segurança no Estreito de Ormuz.

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