Filho de Jaques Wagner pediu dados de imóvel de R$ 2,45 milhões na BA

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nova fase da Operação Compliance Zero aponta ligações entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. As mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que Wagner voltou a tratar do assunto meses depois de ter compartilhado informações sobre o imóvel com o empresário Augusto Lima.

Em uma das conversas, o senador encaminha ao ex-sócio do Banco Master um pedido para obter dados do proprietário formal da unidade, passagem que envolve a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). A mensagem ainda aponta a identificação da unidade: “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi”, segundo os relatos da PF.

A investigação mostra que, no dia 26 de novembro de 2024, Wagner enviou ao interlocutor o contato do gerente da construtora responsável pelo empreendimento Poème Horto, além de detalhes sobre o apartamento. No dia seguinte, o parlamentar teria encaminhado o livro digital do empreendimento a Augusto Lima, que, por sua vez, acionou pessoas ligadas ao grupo investigado para tratar da aquisição.

Segundo a PF, a compra do imóvel foi formalizada pela Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos de estruturas de fundos vinculadas ao grupo sob investigação. Em diálogo citado pela operação, Wagner também repassou informações sobre o andamento de outras tratativas envolvendo o mesmo grupo.

Em outro trecho divulgado pela PF, durante tratativas sobre a venda do Banco Master ao BRB, em março de 2025, Augusto Lima escreve ao senador: “Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”.

O PT tem apresentado defesa pública de Wagner. O presidente nacional Edinho Silva afirmou que Wagner é “depositário de toda a nossa confiança” e que todas as apurações devem ocorrer para esclarecer a verdade, ressaltando que os crimes investigados precisam ser apurados.

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão em Bahia, São Paulo e Distrito Federal. Também foram determinadas medidas cautelares, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados. A PF busca esclarecer se Wagner atuou em pautas de interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas ligadas ao crédito consignado, além da chamada Emenda Master.

A defesa de Augusto Lima sustenta que as diligências foram desnecessárias e que ele sempre atuou dentro da legalidade e das normas que regem o sistema financeiro. A investigação segue para esclarecer a possível influência do senador nas decisões ligadas ao Banco Master e aos desdobramentos no Congresso.

E você, o que pensa sobre os novos desdobramentos dessa operação? Compartilhe sua opinião nos comentários e acompanhe as atualizações sobre o caso.

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