Juízes e procuradores aprovam regra que permite parcelar férias em 12 vezes e ampliar descanso

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: juízes e promotores aprovaram uma flexibilização que permite parcelar as férias de 60 dias em até 12 períodos de cinco dias, com possibilidade de acumular fins de semana e feriados sem descontar do total. A mudança foi aprovada pelo CJF e pelo Conselho Nacional do Ministério Público no ano passado, e pode ampliar o tempo de descanso da categoria.

Como funciona: o parcelamento permite marcar férias em dias úteis e estendê-las para contemplar sábados, domingos e feriados sem reduzir o total de 60 dias. Ao contrário de outras carreiras, juízes e promotores já desfrutam de um período de descanso maior, equivalente ao dobro do previsto na legislação trabalhista comum. 60 dias e 12 períodos de cinco dias ganham ainda mais flexibilidade para o planejamento.

O tema surge num momento de debate sobre penduricalhos pagos a membros do Judiciário. O STF, sob a liderança do presidente Edson Fachin, pretende apresentar até novembro uma proposta para padronizar essas vantagens em nível nacional, buscando equilíbrio entre benefícios e controle de custos públicos.

Na prática, magistrados muitas vezes não utilizam todos os dias de folga e acabam convertendo parte deles em pagamentos extras, prática que alimenta a discussão sobre a sustentabilidade financeira do sistema e a conformidade com a legislação.

O impacto na rotina dos tribunais, de assessorias e de promotores é direto: mais flexibilidade para organizar o descanso pode alterar a disponibilidade de magistrados. E você, concorda com a ampliação desse tipo de benefício ou prefere critérios mais restritivos? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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