ONG ligada a Dark Horse pagou entidade de secretário com verba municipal em SP

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo direto: a prefeitura de São Paulo, por meio da SMIT e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), contratou ONG ligada a Humberto Alencar para produzir conteúdo no metaverso de um evento financiado com dinheiro público. Ao mesmo tempo, investigações apontam para possíveis irregularidades em contratos de Wi?Fi e na produção de um filme sobre o ex?presidente Bolsonaro. O caso envolve ligações entre ONG, academia e autoridades municipais, com indícios de desvio de recursos e notas fiscais sem comprovação de serviços.

Em 2023, o ICB recebeu R$ 500 mil da SMIT para realizar o congresso Rumos da Inovação na Educação do Futuro Agora (RIEFA). As notas fiscais da ICT Inova Brasil, emitidas em outubro de 2023, citam serviços de “conteúdo de vídeo” e “conteúdo no metaverso”, mas a prestação de contas não detalha a entrega nem explica claramente o que seria o serviço, deixando dúvidas sobre a relação entre o tema metaverso e o evento.

A situação envolve uma nota supostamente associada a uma empresa que teve como donos pessoas ligadas às ONG de Karina Gama e de Humberto Alencar, gerando o que muitos chamam de nota fria de R$ 2 milhões. Em 2025, o ICB voltou a realizar o RIEFA com recursos públicos, com gastos inflacionados para produção de vídeos de alcance baixo e conteúdo de metaverso, contratado a empresas associadas à ONG de Karina, além de vínculos com ex?sócios da ICT Inova Brasil.

Segundo a prefeitura, Humberto Alencar, hoje secretário adjunto da SMIT, não ocupava o cargo de adjunto ao mesmo tempo em que integrava o conselho técnico da ICT Inova Brasil. A gestão afirma que a recondução ao conselho ocorreu em 2021, antes da nomeação como adjunto, e que ele não tinha atribuição decisória na ICT. A participação dele em agenda com autoridades ligadas à ciência e tecnologia foi apresentada pela gestão como parte de atividades da rede de institutos ligados à USP, sem esclarecer os detalhes da relação em 2023.

A apuração continua, com a polícia civil acompanhando os desvios potenciais de recursos e a prefeitura não respondendo a todos os pedidos de entrevista. Diante do andamento das investigações, fica o alerta para o interesse público em esclarecer vínculos entre gestão de tecnologia, financiamento de inovação e produção de conteúdo digital. E você, o que acha dessas relações entre entidades públicas, ONGs e academia? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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