Operação do Gaeco em SP prende ex-estagiário do MP, chefe de investigadores e ex-policial civil por suspeita de serem infiltrados do PCC 

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: A Operação Infiltrados, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), resultou na prisão temporária de um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP. Eles são suspeitos de infiltração de membros do PCC e de planejar a morte de um promotor do Gaeco, além de integrarem um esquema de extorsão envolvendo investigadores. As buscas foram realizadas em Campinas e Cardoso.

Contexto e alcance: A ação é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano anterior — Pronta Resposta, em 22 de agosto, que apurou planos de atentado contra o promotor Amauri Silveira Filho, e Off White, em 30 de outubro de 2025, que mirou um esquema de lavagem de dinheiro ligado a traficantes procurados. Em conjunto, as operações envolvem a Corregedoria da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da OAB, para diligências em escritórios de advocacia.

Elementos da investigação: Em material apreendido, há vídeos que mostram encontros entre os investigados na véspera da deflagração, sugerindo repasse de informações privilegiadas a criminosos. O Gaeco investiga a provável circulação de dados sensíveis que teriam sido repassados a integrantes do PCC, remetendo a um possível uso indevido de bancos de dados públicos para favorecer atividades criminosas.

Implicações adicionais: Entre os suspeitos, há um policial penal e um ex-policial civil já expulso por prática de extorsão mediante sequestro. Também há indícios de que parte das irregularidades ocorreu por meio de um escritório de advocacia, com uso de tecnologia para facilitar extorsões e interceptações indevidas no âmbito de investigações.

Seguimento da operação: As diligências contam com a participação das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, bem como da Comissão de Prerrogativas da OAB, assegurando a atuação institucional na apuração. O Gaeco continua analisando informações privilegiadas recebidas por agentes públicos e cruzando dados para mapear a rede de supostas ilegalidades envolvendo as investigações. Quer saber sua opinião: você acredita que medidas de controle sobre acesso a dados são suficientes para coibir abusos? Compartilhe nos comentários.

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