Prejuízo dos Correios sobe 83,02% e atinge R$ 3,158 bilhões no 1º trimestre

Escrito por: Diógenes Cunha

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Correios informou hoje que apresentou prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões nos três primeiros meses de 2026, frente a um déficit de R$ 1,725 bilhão no mesmo período de 2025. O resultado mostra alta de cerca de 83,02% e reflete o peso de custos operacionais e itens não recorrentes no início deste ano.

As despesas gerais e administrativas, somadas às despesas financeiras, foram os principais motores do saldo negativo. Entre os gastos, destacam-se R$ 2,26 bilhões com pessoal e contratação de serviços advocatícios, além de impacto de contingências trabalhistas, cíveis e fiscais que afetam o balanço.

As despesas financeiras subiram de R$ 282,9 milhões para R$ 985 milhões, empurradas principalmente por encargos ligados à dívida interna (juros e IOF). Também houve reconhecimento de juros e multas de tributos incidentes sobre importação, contribuindo para o aumento no período.

Para manter a liquidez no curto prazo, a estatal informou, em novembro, ter aberto uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões. O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo de até R$ 12 bilhões, e uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões permanece em tratativas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou ao governo sobre possível violação de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, por ausência de verificação “própria e independente” das premissas financeiras que embasaram o plano de reestruturação. O TCU também alertou sobre a insuficiência da avaliação da capacidade de pagamento da União para garantia e crédito no valor de R$ 12 bilhões.

Além disso, a instituição enfatizou a necessidade de avaliações externas mais robustas sobre receitas, despesas e fluxos de caixa que sustentam os planos de equilíbrio econômico-financeiro de estatais, para evitar ampliar a exposição da União nesses instrumentos.

E você, como vê os passos dos Correios para retomar o fôlego financeiro? Compartilhe sua leitura sobre o atual cenário, as medidas anunciadas e o papel do governo nesse processo. Queremos saber a sua opinião nos comentários.

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