“Ajuda brasileira não será episódica”, diz Múcio em visita à Venezuela

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O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, reuniu-se em Caracas com a presidenta encarregada Delcy Rodríguez e com o ministro da Defesa venezuelano para alinhar a atuação brasileira após os terremotos que atingiram a Venezuela, sinalizando apoio emergencial e planos de cooperação na reconstrução.

O encontro ocorreu sete dias depois dos abalos sísmicos que deixaram, segundo autoridades locais, pelo menos 1,94 mil mortos. A tragédia afetou várias regiões do país, inclusive a área de La Guaira, provocando danos significativos e exigindo respostas rápidas de evacuação, resgate e assistência humanitária.

O ministro destacou a presença de representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades no território venezuelano, sinalizando a disposição do Brasil de contribuir não apenas com esforços emergenciais, mas também com a reconstrução das áreas atingidas pelo duplo terremoto do dia 24. Ele acrescentou que, se necessário, a possibilidade de apoio financeiro poderá ser avaliada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na prática, o Brasil já está atuando, montando um hospital de campanha em La Guaira, no estado de Vargas, e recebendo apoio logístico para o socorro à população. O governo confirmou a chegada do quinto voo humanitário, com o cargueiro KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB), que partiu do Galeão (RJ) e passou por Guarulhos (SP), levando cerca de 5,5 toneladas de insumos, incluindo medicamentos e testes rápidos, além de equipamentos para ampliar a unidade provisória de saúde. Também foram doados purificadores de água para o governo venezuelano e ampliada a capacidade do hospital de campanha a partir de amanhã.

Monteiro explicou que o objetivo é ter dois momentos: primeiro, salvar vidas e identificar os locais com maior necessidade; depois, iniciar a reconstrução. A missão brasileira no terreno inclui, ainda, o envio de módulos adicionais e de suprimentos para a população vulnerável, com um olhar especial para a continuidade da assistência.

O avião militar brasileiro que atua na operação também transporta profissionais de saúde militares e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), equipados com analisadores de espectro e antenas direcionais de alta sensibilidade, ferramentas essenciais para localizar sinais de celulares sob os escombros e apoiar as buscas e a comunicação entre equipes de resgate.

E você, como avalia a parceria entre Brasil e Venezuela neste momento de crise humanitária? Compartilhe suas opiniões e comentários sobre as ações de cooperação em andamento.

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