Resumo: Em 29 de junho de 2026, o Botafogo destituiu John Textor e dois executivos da SAF, definindo um novo rumo institucional com a eleição de três novos membros para o Conselho de Administração e mantendo a intervenção judicial em curso, sob a coordenação de um Interventor.
Na Assembleia Geral Extraordinária, também foram afastados Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum. Os acionistas elegeram Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim para compor o novo Conselho de Administração. Também foram indicados para o Conselho Fiscal Fernando José Ferreira Gomes Damasceno e Pedro Marcelo Luzardo Aguiar. A gestão permanece sob Interventor Judicial, atualmente Eduardo Iglesias, conforme determinação judicial em vigor desde abril.
Antes, Textor já havia sido afastado do controle da SAF em 23 de abril, pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde então, ele tem buscado reverter a decisão na Justiça, enquanto a SAF trabalha para consolidar um momento institucional mais estável e transparente.
No âmbito financeiro, Textor informou que, em 26 de junho, o Conselho aprovou duas linhas de apoio ao clube: um empréstimo conversível de US$ 50 milhões, ainda passível de conversão em participação acionária após a recuperação judicial, e uma linha de crédito de até US$ 50 milhões, sujeita à aprovação judicial. A decisão também manteve Textor reconduzido aos cargos de presidente do conselho, CEO e único diretor estatutário, com o Tribunal reafirmando, em 24 de junho, a sua posição. O Interventor continua na liderança ao lado do presidente do conselho, e o Conselho enfatiza que cabe à diretoria executar as decisões aprovadas.
Essa configuração busca assegurar a continuidade administrativa e a viabilidade financeira da SAF Botafogo, em meio a um processo judicial que, segundo a justiça, continua a determinar a governança da empresa. O clube ressalta o compromisso com a transparência e com um novo momento institucional que fortaleça a gestão e o futebol profissional.



Assim, o Botafogo segue avançando com um novo desenho institucional, buscando equilíbrio entre gestão, finanças e transparência. Qual a sua leitura sobre o caminho traçado pela SAF e as mudanças anunciadas? Compartilhe suas opiniões nos comentários.
