Aliados avaliam que distância do bolsonarismo pode favorecer Caiado

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Brasil

Ex-governador deu mais um passo na campanha e anunciou Kassab como seu vice. Aliados apontam que ele deve trilhar seu próprio caminho

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Ronaldo Caiado formalizou Gilberto Kassab como vice na chapa que busca a Presidência em 2026, sinalizando uma tentativa de ampliar o leque de alianças no Congresso. Ainda que a aposta seja vista como um movimento estratégico, boa parte do PSD acredita que a chave para o candidato goiano está em se distanciar do bolsonarismo e mostrar um caminho próprio para o país.

No evento de apresentação, o PSD classificou a chapa como “puro-sangue” e manifestou a confiança de que Caiado tem potencial para chegar ao segundo turno. Integrantes da sigla destacaram um perfil distinto do concorrente, vendo nele a possibilidade de angariar apoio político para governabilidade.

Segundo a AtlasIntel/Bloomberg, Lula aparece com 46,6% das intenções de voto no cenário no segundo turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36,6%. Entre os pré-candidatos, Caiado soma apenas 2,9%, reforçando o desafio de consolidar apoio fora do campo bolsonarista.

Kassab, ao falar com jornalistas, disse que a campanha está apenas começando e que é preciso que os eleitores conheçam melhor o pré-candidato do PSD. Em bastidores, porém, parte da sigla já analisa a distância de Caiado em relação ao bolsonarismo, avaliando que esse distanciamento pode facilitar alianças no Congresso.

O governador Daniel Vilela (MDB) também aposta no crescimento de Caiado ao longo da campanha, destacando a necessidade de uma alternância clara para o eleitor. Mesmo com esse otimismo, a avaliação interna aponta que a candidatura ainda depende de ampliar a base de apoiadores que conheçam a trajetória pública de Caiado.

Confira os números

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 46,6%
  • Flávio Bolsonaro (PL) — 36,6%
  • Renan Santos (Missão) — 7,8%
  • Ronaldo Caiado (PSD) — 2,9%
  • Romeu Zema (Novo) — 2%
  • Joaquim Barbosa (DC) — 1%
  • Aécio Neves (PSDB) — 0,7%
  • Samara Martins (UP) — 0,6%
  • Augusto Cury (Avante) — 0,5%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza) — 0,3%
  • Rui Costa Pimenta (PCO) — 0,1%
  • Edmilson Costa (PCB) — 0%
  • Voto branco/nulo — 1,1%
  • Não sei — 0,1%

Na prática, a leitura de Caiado é de consolidação de uma operação de coalizão: Kassab pode abrir portas para alianças no Congresso, enquanto o ex-governador de Goiás busca ampliar seu espaço público sem se prender a uma narrativa única.

Polarização

A disputa presidencial permanece entre Lula e Flávio Bolsonaro. As candidaturas que pretendem representar a chamada “terceira via” continuam com desempenho baixo nas pesquisas, sem chegar a dois dígitos.

Ressaltando o cenário, Caiado figura com 2,9% de estimativa de voto, conforme a pesquisa citada, reforçando o desafio de ampliar sua base eleitoral além do grupo que já o apoia.

A aliança com Kassab vem cercada de debates sobre como o PSD pretende equilibrar metas nacionais e palanques estaduais. Kassab informou que o partido pretende respeitar governadores que não declararem apoio a Caiado nas eleições de outubro.

Entre as difíceis escolhas políticas, o Rio de Janeiro pode oferecer pistas: Eduardo Paes deve apoiar Lula, o que ajuda a consolidar o apoio a Lula em estados-chave. Enquanto isso, o Senado viu Otto Alencar reforçar seu apoio ao presidente Lula, logo após o anúncio da composição de Caiado com Kassab.

Galeria de imagens

Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab
Ronaldo Caiado e Kassab em campanha
Gilberto Kassab em evento
Chapa Caiado-Kassab
Caiado na campanha

A essa altura, a expectativa é de que o processo de construção da chapa revele mais detalhes sobre as estratégias de Caiado e Kassab, bem como sobre como o PSD pretende navegar entre governadores, parlamentares e o eleitorado. A campanha está apenas começando, mas já aponta para uma disputa bem mais dinâmica do que parecia há alguns meses.

E você, o que acha dessa aliança entre Caiado e Kassab? Acredita que a união pode de fato ampliar o espaço do candidato no cenário nacional ou o caminho será marcado por divergências internas? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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