Goleiro palestino morre em ataque de Israel na Faixa de Gaza

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A Federação Palestina de Futebol confirmou a morte do goleiro Saleem Al-Ashqar, 32 anos, atingido durante um ataque na Faixa de Gaza, em Khan Younis, elevando o saldo de vítimas entre atletas para 1.009, incluindo 567 futebolistas.


De acordo com a federação, Al-Ashqar era goleiro do Khadamat Khan Younis e foi atingido na cidade de Al-Qarara, sul de Khan Younis. Um amigo divulgado pela Al Jazeera disse que ele seguia para comprar gás quando o tanque abriu fogo; ele morreu no local. Ele havia se casado há cinco meses e a esposa está grávida do primeiro filho.

1.009 atletas, entre eles 567 integrantes da comunidade do futebol, estavam entre as vítimas até então, e mais de 250 instalações esportivas foram destruídas, segundo a federação. O termo utilizado pela entidade para descrever o conflito é a “guerra de extermínio” na Faixa de Gaza.

O Club Deportivo Palestino, da primeira divisão do Chile, fundado por imigrantes palestinos, emitiu nota de pesar nas redes sociais. O clube afirmou estar “destroçado” com a morte do goleiro e pediu esclarecimentos, além de justiça e paz para o povo palestino.

“O Club Deportivo Palestino lamenta profundamente o sensível falecimento de Saleem Al-Ashqar, goleiro palestino de 32 anos que defendia as cores do Khadamat Khan Younis e que perdeu a vida às mãos do exército israelense”, afirmou o clube.

A publicação ressalta ainda o desejo de que fatos como esse não se repitam, reforçando o clamor por responsabilidade e proteção ao esporte palestino.

Mais de mil atletas mortos acompanha o aumento de vítimas ligadas ao esporte desde o início do confronto entre Israel e o Hamas, desencadeado em 7 de outubro de 2023. Dados da Associação Palestina de Futebol (PFA) e do Comitê Olímpico Palestino apontam para perdas em várias modalidades, com dezenas de estádios e centros esportivos destruídos.

Pressão sobre Israel na FIFA envolve a PFA apresentar uma queixa formal contra a Federação de Futebol de Israel, alegando que clubes funcionam em assentamentos nos territórios ocupados e que dirigentes teriam ligações com ações durante a guerra. O presidente da federação, Jibril Rajoub, já defendia a suspensão da entidade israelense das competições internacionais.

O conflito segue, e a comunidade esportiva observa de perto os desdobramentos e as ações de organismos internacionais na tentativa de proteger atletas e promover justiça. E você, qual é a sua leitura sobre o papel das organizações esportivas nesse cenário? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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