Quem é Paola, diarista que matou casal em BH no 1º dia de trabalho

Resumo: Paola Stefany Neto Cirino, 30, diarista, foi presa em Itabira, Minas Gerais, confessando o assassinato do advogado Claudio Atala Inácio, 75, e da empresária Maria Clotilde Atala Inácio, 76, em um apartamento de Belo Horizonte. A investigação aponta um possível surto psicótico, dívidas com agiotas e a hipótese de cúmplices. O caso ganhou repercussão por envolver uma profissional contratada recentemente pelo casal, além do cuidado de um filho de seis anos.

Belo Horizonte — Paola Stefany Neto Cirino, 30 anos, diarista, tornou-se o foco de um dos crimes mais chocantes de 2026. Presa na madrugada de hoje, 2/7, em Itabira, ela confessou ter assassinado o advogado Claudio Atala Inácio, 75, e a empresária Maria Clotilde Atala Inácio, 76, a facadas dentro do próprio apartamento, no bairro São Pedro.

Segundo Vinícius Mitri, advogado que a contratou em outubro de 2025 por indicação da irmã Poliana, Paola chegou a trabalhar duas vezes por semana e foi descrita como cuidadosa e atenciosa: “organizada, deixava a comida pronta e cuidava das minhas roupas sociais.” Mitri chegou a facilitar questões de pensão alimentícia e, em abril de 2026, intermediou o pagamento de cerca de R$ 5 mil a um agiota que a ameaçava.

Um ponto de virada, segundo o advogado, ocorreu há cerca de um mês e meio a dois meses: Paola viajou ao Rio Grande do Sul para visitar o pai, mas a viagem durou três semanas e voltou acompanhada de um homem. Ao retornar, o comportamento mudou: fez uso excessivo de medicamentos controlados, principalmente clonazepam, enviando mensagens com a quantidade ingerida. Mitri afirma que “a Paola que eu conheci não é a mesma que cometeu esse crime.”

Para familiares e a própria defesa, Paola era muito religiosa, enviando mensagens bíblicas com frequência e sem despertar desconfiança no convívio diário. A tia, em entrevista ao g1, disse que não se sabe em que momento ela se perdeu, ressaltando que era trabalhadora e dedicada ao filho. A investigação aponta dívidas, especialmente com apostas online, e a família chegou a reunir cerca de R$ 40 mil para quitar débitos com agiotas. Há ainda um histórico de problemas psiquiátricos, com uso contínuo de medicamentos e internações anteriores.

No dia do crime, Paola foi indicada para trabalhar na casa do primo Claudio e de Maria Clotilde; imagens de câmeras mostram que entrou por volta das 7h30 e permaneceu cerca de oito horas. Após o ocorrido, ligou para Vinícius alegando que Maria Clotilde estava mal, pedindo para não contatar Claudio. No dia seguinte, não apareceu para o trabalho e deixou o celular desligado. A tia confirmou que Paola havia saído com o filho e alguns pertences, dizendo que iria viajar.

Em depoimento, Paola alegou surto psicótico e contou ter dopado o casal com quatro comprimidos de seu medicamento misturados ao suco, após o que desferiu 17 golpes em Claudio e 7 em Maria Clotilde. Ela negou ter ido ao apartamento com a intenção de roubar, mas admitiu ter se sentido atraída pelos objetos de valor, levando cerca de R$ 18 mil em dinheiro, joias, relógios e celulares — parte dos bens foi vendida rapidamente no centro de BH.

A Polícia Civil continua investigando possíveis cúmplices (um carro de luxo foi visto nas proximidades), a dinâmica exata do crime e a motivação — se latrocínio ou outra razão vinculada às dívidas. A defesa, representada pelo advogado Bruno Corrêa Lemos, expressou pesar às famílias das vítimas e afirmou que apresentará argumentos no momento processual adequado, destacando o histórico de saúde mental da acusada. O filho de 6 anos permanece sob guarda de familiares.

E você, o que pensa sobre o caso? Compartilhe suas opiniões sobre os desdobramentos, o possível surto e as razões que cercam esse crime tão impactante para Minas Gerais.

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Diarista Paola presa e advogado
Diarista presa na madrugada em Itabira
Primo recebeu ligação de Paola
Momento de contato de Paola com a família
Casal encontrado no apartamento
Casal encontrado no apartamento de Belo Horizonte


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