No dia 18 de junho, as Assembleias de Deus no Brasil chegaram a 118 anos de história. Em meio a essa trajetória, destaca-se a contribuição de Frida Vingren, missionária sueca que desembarcou em Belém em 1917 para fortalecer a fé pentecostal no país. Ao lado do marido Gunnar Vingren, Frida foi além de apoiá-lo: liderou, escreveu e difundiu a visão de igreja que se espalhou pelos estados e abriu espaço para a participação feminina no ministério.
Frida foi a primeira mulher missionária enviada pela Igreja Filadélfia de Estocolmo ao Brasil e atuou em várias frentes: oração, evangelização, ensino bíblico e, principalmente, a Escola Dominical. Além de dirigir o jornal Som Alegre, ela participou ativamente da comunicação da igreja e, quando Gunnar enfrentava enfermidades, conduziu cultos em São Cristóvão e ajudou a formar novos obreiros por meio do jornal e das lições bíblicas.
No Rio de Janeiro, Frida coordenou cultos ao ar livre em locais históricos como Largo da Lapa, Praça da Bandeira, Praça Onze e Estação Central, além de atuar em missões e estudos bíblicos. Sua dedicação à evangelização era acompanhada pela criação de conteúdo religioso, incluindo poesia e artigos para o jornal Mensageiro da Paz, ganhando respeito mesmo entre críticos pela sua notável vocação.
O pioneirismo de Frida também se refletia na produção editorial. Ela foi autora de hinos para a Harpa Cristã e a única mulher, até hoje, a assinar comentários para as revistas de Escola Dominical associadas à Convenção Geral das Assembleias de Deus. Mesmo assim, apesar de sua intensa atuação, Frida acabou silenciada em parte da vida da igreja que ajudou a construir, uma realidade que muitos apontam como falha de reconhecimento a uma líder dedicada.
No relato de aniversário da obra, o pastor Paulo Leivas Macalão registra que o primeiro culto ao ar livre foi realizado no Campo de Santana, e que “A irmã Frida tomou a frente dos cultos ao ar livre” abrindo trabalho também na Casa de Correção. Esse capítulo evidencia a visão prática de Frida para levar a Palavra a quem ainda não conhecia a fé, especialmente no coração do Rio de Janeiro.
E você, como encara o papel das mulheres na história das Assembleias de Deus? Deixe seu comentário e compartilhe suas perspectivas sobre o legado de Frida Vingren e o avanço da participação feminina no pentecostalismo brasileiro.
