Resumo direto: a balança comercial brasileira fechou junho com superávit de US$ 9,8 bilhões, impulsionada por exportações fortes e pela atuação de setores como petróleo, carnes e soja, elevando o desempenho do semestre. A corrente de comércio atingiu US$ 62,8 bilhões, o maior para um mês na série histórica.

O desempenho de junho ficou marcado pelo crescimento das exportações, que chegaram a US$ 36,3 bilhões, e por um aumento de 66,6% na comparação com junho de 2025. As importações somaram US$ 26,5 bilhões, resultando em uma balança comercial positiva de US$ 9,8 bilhões. A corrente de comércio do mês alcançou US$ 62,8 bilhões, o maior já registrado para um mês.
Exportações cresceram principalmente pela indústria extrativa, seguida pela transformação e pelo Agro, puxando um novo recorde para o semestre. No conjunto de janeiro a junho, o saldo acumulado atingiu US$ 42,4 bilhões, com exportações de US$ 184,8 bilhões (+11,5%) e importações de US$ 142,4 bilhões (+5,1%).
Exportações por setor: indústria extrativa US$ 9,9 bilhões (+58,4% ante junho de 2025); indústria de transformação US$ 18,0 bilhões (+14,7%); agropecuária US$ 8,1 bilhões (+18%). O MDIC aponta que ainda é cedo para medir os efeitos de um acordo Mercosul-União Europeia sobre as vendas brasileiras, mas já há maior interesse de importadores europeus.
Produtos em destaque: extrativa (petróleo bruto +78,9% e minério de ferro +20%); transformação (combustíveis +88,8%, carnes de aves +62,4% e carne bovina +39,2%); agronegócio (soja +17,3%, animais vivos +208,8% e algodão bruto +64,1%).
Destinos das exportações: Ásia US$ 17,4 bilhões (+29,9%), Europa US$ 6,4 bilhões (+43,9%), América do Norte US$ 4,9 bilhões (+8,5%) e América do Sul US$ 3,9 bilhões (+7%). As vendas para os EUA cresceram, mesmo com fricções comerciais em curso entre os dois países.
Importações por categoria: bens intermediários US$ 15,1 bilhões (+10,9%), bens de consumo US$ 5,7 bilhões (+34%), bens de capital US$ 3,5 bilhões (+5,7%) e combustíveis US$ 2,2 bilhões (+11,6%).
Primeiro semestre: com saldo de US$ 42,4 bilhões, as exportações somaram US$ 184,8 bilhões e as importações US$ 142,4 bilhões. As projeções para 2026 ganharam peso: o MDIC elevou o superávit esperado para US$ 90 bilhões, com exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. O Focus, pesquisa semanal do Banco Central, traz estimativa mais contida, apontando US$ 76,2 bilhões de superávit neste ano.
E você, como vê o ritmo do comércio exterior brasileiro nos próximos meses? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre os fatores que podem moldar exportações, importações e o saldo da balança nos próximos meses.
