Dhaka Vibra revela a paixão explosiva de Bangladesh pelo futebol brasileiro e argentino, contada por meio do documentário dirigido por Rafael Bergamaschi. Lançado em 5 de junho, com 50 minutos, o filme já está disponível no Globoplay e mergulha na forma como a Copa do Mundo mobiliza comunidades inteiras.
O filme mostra como a rivalidade sul-americana atravessa o oceano e transforma pequenas vilas em grandes festivais a cada quatro anos. Bergamaschi descreve o projeto como mais que uma cobertura esportiva: é um mergulho em intercâmbio cultural, olho no olho e sem pressa, onde torcer vira linguagem comum entre povos diferentes.
A produção acompanhou 35 dias de imersão no Bangladesh durante a Copa de 2022, revelando um país de maioria muçulmana onde, mesmo diante de normas conservadoras, mulheres participam ativamente das celebrações. O cineasta ressalta que, apesar das diferenças culturais, o clima de acolhimento e a visão de comunidade são muito parecidos com o Brasil.
Rafael Bergamaschi é cineasta paulistano radicado no Rio de Janeiro e, junto com a Saída Filmes, tem apostado em projetos de não ficção. Além de Dhaka Vibra, ele dirigiu títulos como Avalanche Bob (2016) e Liturgia do Prazer (2013). Sua trajetória inclui trabalhos como editor em produções associadas a cinema e televisão, com formação em jornalismo e especialização em cinema documental.
O documentário também traz visitas a eventos culturais: neste sábado (4/6), a obra será exibida no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo, com roda de conversa com Bergamaschi e convidados; no dia 18 de julho, a sessão ocorre no Museu da Imigração, com mais debate público. As atividades são gratuitas e começam às 15h, ampliando o alcance da reflexão sobre identidade cultural e o poder do esporte.
Qual é a sua leitura sobre a relação entre futebol, cultura e identidade? Você já viu uma história em que o esporte aproxima pessoas de lugares tão diferentes? Compartilhe nos comentários suas impressões sobre Dhaka Vibra, a visão de Bergamaschi e o encanto de Bangladesh pela bola de futebol. Sua opinião pode enriquecer o debate sobre o impacto cultural do esporte no mundo.
