Em meio a uma crise envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, a senadora Damares Alves denunciou ataques e ameaças nas redes, incluindo conteúdos que simulam a morte de sua filha indígena. A situação gerou apoio público de Marina Silva, que afirmou que quando uma mulher na vida pública é atacada, todas nós somos atingidas e que a misoginia não pode passar impune.

Marina Silva, em publicação no X, externalizou solidariedade à senadora e afirmou que Nada justifica que uma mulher seja atacada, desqualificada ou constrangida por ser mulher. Ela acrescentou que a misoginia, independentemente de quem parta, precisa ser enfrentada por quem defende a democracia, o respeito e a dignidade humana.
A senadora Damares Alves relatou, durante a sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado na quarta-feira (1º/7), que ela e sua filha indígena vêm sendo alvo de ameaças e ofensas nas redes sociais. Também houve a circulação de imagens que simulam a morte da filha, o que, segundo ela, atinge diretamente a sua reputação.
O episódio ocorre no contexto do racha entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Damares, aliada de Michelle, tem visto o apoio de aliados ser posto em xeque. No X, o influenciador Paulo Figueiredo — ligado aos filhos de Jair Bolsonaro — insinuou que, se a proposta partisse de lideranças da esquerda, como Janja Lula da Silva, Damares provavelmente aceitaria; o blogueiro Oswaldo Eustáquio também citou rumores de que ela seria “amante de pastor”. Em uma transmissão no YouTube, Figueiredo criticou Michelle e afirmou que “mulheres votam mal”; declarações que foram repudiadas por Flávio Bolsonaro em um encontro de mulheres promovido pelo PL, evento sem a presença de Michelle nem de Damares.
O conjunto dos acontecimentos reacende o debate sobre o tratamento dedicado às mulheres na arena pública, a responsabilidade de líderes políticos na luta contra a desinformação e a importância de preservar a dignidade de todas as pessoas, independentemente de posicionamento partidário.
E você, quais são suas percepções sobre a forma como as redes tratam figuras femininas na política e os impactos dessas atitudes? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
