Responsável pelo futebol do Bahia, o diretor Cadu Santoro concedeu entrevista à imprensa na tarde deste sábado (4), após o triunfo diante do Montevideo City Torque, em amistoso internacional realizado na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
O dirigente abordou a necessidade de recalcular a rota financeira e esportiva do clube após eliminações consideradas inesperadas, como na Libertadores e na Copa do Brasil. Segundo Santoro, o cenário impacta diretamente o planejamento do Tricolor, que precisou realizar ajustes internos e rever parte das projeções para a temporada.
“Obviamente que esse ano a gente teve um primeiro turno em que tivemos eliminações que nós não esperávamos e que impactam em todo o clube. E obviamente que, quando tem um impacto tão grande, a gente tem consequências e tem que mudar um pouco a rota. O objetivo é muito claro: a gente quer esse clube todo ano se classificando para a fase de grupos da Libertadores”, afirmou.
Cadu também explicou que a correção de rota não se limita ao elenco profissional. De acordo com o diretor, a redução de receitas previstas obriga o clube a reorganizar diferentes áreas.
“Quando eu falo que tem que corrigir a rota, acho que o clube, como um todo, acaba tendo que corrigir a rota. Se a gente tinha uma previsão de entregar uma receita e passa a entregar uma receita menor, a gente tem que fazer ajustes no dia a dia. Seja, por exemplo, em contratações de mais funcionários, já que a gente tinha como previsão crescer um determinado departamento e passa a não crescer; seja uma renovação que tínhamos planejado com determinado atleta e vamos ter que esperar mais seis meses. Parte disso também é diminuir o quantitativo do elenco. É uma parte da correção de rota.”
Após a saída de Gilberto para o Athletico-PR, o dirigente foi questionado sobre a possibilidade de chegada de um novo lateral-direito. Santoro explicou que o Bahia pretende utilizar Marcos Victor no setor, além de contar com Román Gómez como opção principal para a posição.
“Quando o Arias saiu, a gente já tinha tido uma conversa inicial de fazermos um movimento do Marcos Vitor para essa posição, muito pela forma que a gente joga hoje. Porque o Marcos Vitor é um dos atletas mais rápidos que a gente tem no elenco, ele é um jogador com boa construção, que vinha de uma temporada muito boa no Ceará, e que a gente entendia que, quando eu falo a gente, era uma discussão com a comissão técnica, a gente entendia que o Marcos poderia fazer essa posição. […] Então, a decisão foi antecipar a saída do Gilberto, não foi antecipar a saída do Gilberto em seis meses para que fôssemos ao mercado contratar, mas sim utilizar o Marcos Vitor nesse setor. Então, daqui até o final do ano… A nossa ideia é termos Marcos Vitor e Román Gomez nessa posição numa eventualidade; o Nico já mostrou que pode fazer essa função, assim como o Erick”.
No mercado de transferências, Cadu confirmou que o Bahia busca a contratação de um goleiro. A necessidade surgiu após a saída de Marcos Felipe para o Eyüpspor, da Turquia, e a lesão grave sofrida por Léo Vieira.
“Temos que buscar uma reposição”, resumiu.
O diretor também falou sobre a negociação por Gabriel Pec, atacante do LA Galaxy, dos Estados Unidos. Santoro confirmou que o Bahia teve interesse no jogador e chegou a fazer uma proposta, mas decidiu sair da negociação por entender que os valores envolvidos não estavam dentro dos parâmetros do clube.
“O Gabriel Pec era um atleta de quem eu vinha falando internamente há dois anos. Eu achava que faria muito sentido para o nosso tipo de jogo, para o nosso elenco. Nós tivemos interesse, fizemos uma oferta ao LA Galaxy, mas os valores da compra do atleta, da parte salarial e das comissões fizeram com que entendêssemos que não deveríamos dar sequência. Então, nós decidimos sair da negociação por conta disso.”
Antes de finalizar, Santoro falou de uma proposta recebida por Ramos Mingo de um clube turco, mas que, por achar que os valores não condiziam com a avaliação do Bahia, foi recusada.
Cadu também foi questionado sobre atletas com contrato se encerrando ao fim da temporada de 2026, como Everaldo, Willian José e Ademir. O dirigente afirmou que algumas situações envolvem cláusulas de confidencialidade e metas contratuais.
“Tem cláusulas de confidencialidade e, atingindo metas, eles podem até renovar e continuar. Então, não estamos falando absolutamente nada de renovação de nenhum atleta cujo contrato termina agora ou no próximo ano. Tem cláusulas que podem ser atingidas e que fazem com que a gente nem precise sentar para conversar. Se os atletas estiverem performando, estiverem de acordo com o que a gente busca, acho que é super natural que, quando o atleta quer continuar aqui, a gente encontre um caminho, um acordo, para que ele renove e continue com a gente no clube”, finalizou.
