FIFA informou nesta segunda-feira que Balogun, atacante dos EUA, está liberado para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mesmo após o cartão vermelho na vitória do anfitrião sobre a Bósnia e Herzegovina. O incidente envolveu o árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou o jogador após recomendação do VAR. A repercussão ganhou contornos políticos, com o presidente Donald Trump criticando a punição e pedindo revisão.
Em relação à punição, o Comitê Disciplinar não anulou a decisão do árbitro: Balogun foi considerado culpado pela falta grave em campo e pela invasão de gramado durante a comemoração. No julgamento, realizado no fim de semana, ele recebeu uma suspensão de um jogo e uma multa de US$ 40 mil (cerca de R$ 205 mil), com metade do valor pela falta e a outra metade pela comemoração. A US Soccer ficou responsável por arcar com o montante ao lado do atleta.
No entanto, a comissão decidiu congelar a execução da pena, valendo-se de uma disposição do Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Na prática, o castigo fica em “período de experiência” por um ano. Assim, Balogun está liberado para enfrentar a Bélgica na noite desta segunda-feira, e, se cometer qualquer infração grave nos próximos 12 meses, a suspensão de um jogo cai imediatamente, somando-se à nova punição.
A FIFA concluiu a nota destacando que a decisão levou em conta todas as circunstâncias do incidente e as provas disponíveis, reiterando a autonomia do órgão para aplicar o congelamento de penas, desde que o caso não envolva manipulação de resultados.
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