Trump afirma ter pedido à FIFA a anulação do cartão de Balogun; FIFA ressalta independência de seus tribunais

Resumo: o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, alega ter ligado para Gianni Infantino, à época presidente da FIFA, para pedir a anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. A FIFA frisa que seus tribunais são independentes e decidem com base no Código Disciplinar e nos fatos do caso.
No fim de semana, o Comitê Disciplinar da FIFA liberou Balogun para atuar nas oitavas de final contra a Bélgica, em Seattle. Balogun havia sido expulso pelo árbitro Raphael Claus, aos 19 minutos do segundo tempo, na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina; a punição, se mantida, o tiraria da partida decisiva.
De acordo com a FIFA, Artigo 27 do Código Disciplinar prevê que a suspensão automática fica sujeita a um período probatório de um ano, o que acabou sendo temporariamente suspenso neste caso. Os Estados Unidos buscam avançar às quartas de final, pela primeira vez desde a edição de Coreia do Sul/Japão, em 2002.
Em entrevista na Casa Branca, o presidente Trump afirmou ter contatado Infantino para questionar a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, sugerindo possíveis irregularidades. “Não quero criar controvérsia, mas é bastante suspeito; poderia até mostrar o histórico, sabe?”, disse sobre a decisão em campo.
Infantino respondeu que recebe ligações de chefes de Estado sobre diversos temas ligados à Copa e reiterou que as cortes disciplinares da FIFA são independentes, atuando com autonomia conforme o regulamento e as provas apresentadas.
O episódio ilustra a tensão entre política, justiça esportiva e credibilidade da Copa do Mundo de 2026, à medida que o torneio segue seu curso.
E você, o que pensa sobre o papel da FIFA diante de pressões externas e sobre a independência das decisões disciplinares no futebol internacional? Compartilhe sua opinião nos comentários.
