O Estado Islâmico divulgou, por meio de veículos afiliados, um balanço cobrindo os primeiros seis meses de 2026: afirma ter matado e ferido 2.529 pessoas em 587 ataques. O grupo não revelou o número exato de mortos e feridos separadamente.

De acordo com o balanço divulgado, os ataques atingiram países como Nigéria, Síria, Níger, Paquistão, Afeganistão, Moçambique, Somália e Filipinas.
A distribuição geográfica, segundo o grupo, reflete uma mudança de foco após derrotas no Oriente Médio: o ISIS intensificou ações na África e em outras regiões instáveis, buscando manter circulação de violência e capilaridade operativa.
Mesmo com o declínio relativo, o ISIS continua sendo o grupo mais mortal do mundo. O Global Terrorism Index, publicado pelo Instituto para Economia e Paz (IEP), aponta que a organização foi responsável por mais da metade das 5.582 mortes provocadas pelo terrorismo no último ano.
O cenário traçado pelo balanço reforça a permanência de uma ameaça complexa e global, capaz de adaptar-se a contextos variados e manter presença em múltiplos continentes, mesmo diante de perdas de território e de liderança local em algumas frentes.
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