Ex-aprendiz diz que nunca sofreu assédio de ministro Buzzi

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O ministro afastado do STJ, Marco Buzzi, aparece no centro de denúncias de importunação sexual. A defesa juntou aos autos uma declaração de uma ex-aprendiz do gabinete, que afirma não ter sofrido qualquer tipo de assédio e descreve a saída do órgão por motivos pessoais. A posição do ministro é debatida em investigações que envolvem o STJ, o STF e o CNJ.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro afastado do STJ Marco Buzzi deixa o tribunal após oitiva em processo disciplinar sobre acusações de importunação sexual

No documento, a ex-aprendiz sustenta que nunca houve assédio por parte do magistrado e explica que deixou o gabinete por questões pessoais, como a distância entre residência e trabalho e a necessidade de conciliar os estudos. A defesa argumenta que esse depoimento enfraquece parte da narrativa da segunda denunciante, que havia citado a ex-aprendiz como referência de conduta inadequada. Depoimentos de outras servidoras ouvidas pela apuração também indicam que não houve relatos de episódios de assédio envolvendo o ministro.

Além disso, a defesa anexou um laudo médico apontando disfunção erétil de origem multifatorial, hipogonadismo (condição em que os testículos produzem menos testosterona) e ausência de ejaculação anterior. O documento descreve ainda histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão, uso contínuo de medicamentos e outras condições clínicas que, segundo os advogados, impactam a função sexual e ajudam a contextualizar as acusações apresentadas pela primeira denunciante.

O caso foi alvo de divulgação pública: Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro, após ser acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos durante viagem a Balneário Camboriú (SC). A denúncia relata que, durante o mergulho no mar, o ministro teria tentado agarrá-la em três ocasiões, versão que ele nega. Além dessa denúncia, houve relato de outra servidora terceirizada do STJ, e a apuração acompanha também tramitações no STF e no CNJ.

A discussão segue com a defesa apresentando elementos para sustentar a versão do magistrado, enquanto as investigações avançam. E você, o que pensa sobre como casos assim devem ser avaliados pela Justiça e pela sociedade? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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