A Polícia Federal avançou na operação Unha e Carne, atingindo de forma direta a candidatura de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e aliado de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a federação União Progressista e o PL avaliam que a postulação ficou abalada, sobretudo após a localização de uma arma de fogo irregular em um veículo ligado a Canella durante as investigações.


Nos bastidores, a PF aponta que o esquema envolve núcleos em diferentes municípios, com o objetivo de financiar atividades ilícitas por meio de empresas ligadas ao setor de combustíveis, o que também envolve a participação de agentes públicos. As ações acontecem em meio à pressão interna pela definição de lideranças regionais e nacionais dentro das siglas aliadas.
Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão em endereços da capital fluminense, além de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Dentro da federação, cresce a defesa de deslocar a estratégia de candidatura: o delegado Felipe Curi, atual chefe da Polícia Civil do Rio, é visto como nome que pode deixar de disputar a Câmara para entrar na disputa pelo governo estadual. Paralelamente, dirigentes discutem o afastamento de Canella da presidência estadual do União Brasil, buscando reorganizar o comando diante do desgaste público.
Entre os desdobramentos, Canella também foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a sexta fase da operação e acabou preso em flagrante após os investigadores localizarem um fuzil em veículo de sua propriedade, arma considerada irregular pela PF. A investigação reforça a complexidade do caso, que envolve desdobramentos econômicos e político-administrativos na região.
O cenário aponta para um momento de reacomodação de forças entre as siglas envolvidas, com impactos diretos sobre coligações e candidaturas para 2026. O que você acha que esses desdobramentos significam para a política do Rio de Janeiro? Compartilhe suas impressões nos comentários e participe da conversa.
