Resumo: Em Salvador, chega às telas o documentário Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras, que celebra a década desde a histórica mobilização de 2015 e traça a trajetória das mulheres negras no Brasil, conectando passado e presente. A estreia ocorre em 14 de julho, às 19h30, no Cine Glauber Rocha, com ingressos gratuitos disponíveis a partir das 18h30 na bilheteria.
Além da projeção, o evento marca o lançamento do estudo Da Marcha ao Bem Viver: uma década de avanços, desafios e disputas pelos direitos das mulheres negras no Brasil, produzido por organizações da sociedade civil e de pesquisa. A programação inclui apresentação da pesquisa, exibição do filme e debate com a equipe e convidados.
A narrativa do documentário se costura com os relatos de três protagonistas de gerações distintas — Valdecir Nascimento, uma das articuladoras da Marcha de 2015; Juliana Gonçalves, ativista e pesquisadora; e Keise Helena, jovem estudante de ciências sociais —, que ajudam a ligar a primeira marcha ao segundo grande ato, realizado em novembro de 2025.
Antes da projeção, o público conhecerá os dados do estudo Da Marcha ao Bem Viver. Promovido pela parceria entre Gênero e Número, Observatório da Branquitude e Oxfam Brasil, com apoio da Marcha das Mulheres Negras, o relatório cruza dados com as perspectivas de ativistas para oferecer um panorama sobre os direitos das mulheres negras no Brasil, a partir das reivindicações da Carta de 2015.
A iniciativa, organizada pelo Instituto Mídia Étnica, reforça a conexão entre pesquisa e ativismo, destacando avanços, obstáculos e disputas pela igualdade de gênero e raça. O objetivo é ampliar o debate público sobre políticas públicas que impactam diretamente a vida de mulheres negras em diferentes regiões do país.
E você, já conhecia a história por trás do movimento? Compartilhe nos comentários suas impressões sobre o documentário, o estudo e o papel da Marcha das Mulheres Negras na construção de direitos no Brasil.
