Na Venezuela, as buscas por sobreviventes entram no 15º dia após dois abalos devastarem o país. O governo aponta 3.811 mortos e 16.740 feridos, com 86.794 famílias atendidas e 856 edifícios danificados, sendo 190 desabados. La Guaira e Caracas foram as áreas mais afetadas, enquanto análises de satélite sugerem perdas ainda maiores em milhares de imóveis.
O tremor inicial ocorreu na noite de 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, registrando-se como os mais fortes no país desde 1900. Ao longo dos dias, mais de 1.000 réplicas foram observadas, ampliando o panorama de destruição em La Guaira, Caracas e regiões vizinhas, e elevando para 855 o total de edifícios afetados, com 190 desabando completamente.
Ainda não há uma estimativa oficial do número de desaparecidos pelo governo. O site criado pela sociedade civil Desaparecidos Terremoto Venezuela registra mais de 30 mil pessoas desaparecidas, alimentando a angústia de famílias que buscam parentes entre os escombros.
Segundo balanço oficial, 86.794 famílias receberam assistência, e 856 edifícios sofreram danos — com 190 desabados. As operações de resgate seguem com o apoio de equipes internacionais: 4.388 socorristas e 28.992 voluntários, com participação de equipes brasileiras entre os países envolvidos.
Uma avaliação da Nasa aponta que o impacto pode ser ainda maior: quase 60 mil edifícios teriam sofrido algum dano. Enquanto isso, equipes continuam buscando vítimas, oferecendo abrigo, água e alimentação aos desabrigados, em meio a um cenário de reconstrução ainda distante.
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As equipes de resgate seguem ativas nas zonas atingidas, com apoio de especialistas de mais de 30 países, incluindo o Brasil. O governo não detalha prazos, mas o esforço internacional permanece constante para localizar vítimas, socorrer feridos e apoiar famílias desabrigadas.
Para quem acompanha a situação, a mensagem é clara: a recuperação exigirá tempo, coordenação e recursos de longo prazo. Enquanto o número de mortos e feridos é confirmado, milhares de pessoas seguem sem moradia e dependem de assistência emergencial para seguir adiante.
E você, o que tem observado sobre a resposta humanitária e as condições de vida em Caracas e La Guaira? Compartilhe seus pontos de vista e experiências nos comentários abaixo para enriquecer o debate público sobre a crise na Venezuela.
