O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que não pretende indicar uma nova presidente para o PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro do comando do segmento. Em vez de nomear uma substituta, o partido avalia extinguir a presidência nacional do órgão, uma medida que evitaria conflitos internos e simplificaria a organização da bancada feminina dentro da sigla. A mudança, segundo ele, busca manter a unidade do grupo sem acentuar disputas entre lideranças internas.
Ao justificar a decisão, Valdemar declarou ao jornal O Globo que escolher uma líder entre as congressistas poderia provocar insatisfação entre filiados. A ideia, conforme o dirigente, seria evitar dissidências que pudessem fragilizar a atuação do PL no parlamento e dificultar a coordenação das ações do grupo da Mulher dentro da legenda.
Apesar da cautela, ele elogiou a bancada feminina do PL, formada hoje por 17 deputadas federais, qualificando-as como excelentes e, em vários aspectos, melhores do que os homens. Ainda assim, reconheceu que nenhuma delas reúne as características de liderança de Michelle Bolsonaro, cuja comunicação pública, boa imagem e dedicação foram destacadas pelos interlocutores do partido.
Sobre nomes que costumam surgir para chefiar o movimento, como as deputadas Bia Kicis e Caroline de Toni, Valdemar reiterou que não irá indicar uma substituta para evitar disputas internas. Contudo, deixou claro que as portas permanecem abertas caso Michelle decida repensar a posição e retornar ao comando do grupo.
O debate sobre a organização do PL Mulher reacende questões sobre liderança feminina, coesão interna e estratégias para manter a bancada unida sem uma figura central. E você, qual é a sua leitura sobre a postura do PL e o papel da bancada feminina nesse momento? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
